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Farmacêutico, servidor público e professor. Além disso, tentando estar antenado com os assuntos do cotidiano....

sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

Dicas de filmes para profissionais de saúde...para o fim de ano.

Estamos com cada vez mais dicas de filmes para profissioinais de saúde. Agradeço aos 2 ou 3 leitores do Blog pelas indicações. Caso fique em casa neste feriado e está buscando atualizar seu lado cinéfilo, veja as dicas já postadas neste humilde blog: http://marcoaureliofarma.blogspot.com.br/search/label/Dicas%20de%20filmes
Abaixo, seguem novas dicas...

TÁ FALTANDO ALGUMA COISA -

"Foi lançado, recentemente, um documentário que conta histórias de pessoas vítimas do Talidomida, um tipo de medicamento receitado para fins sedativos e contra enjoos nas grávidas, na década de 60, mas tornou-se um pesadelo por causar deformidades nos bebês e trazer gerações com deficiências nos membros.
O documentário chamado " Tá faltando alguma coisa" é dirigido pela presidente da Associação Brasileira dos Portadores da Síndrome da Talidomida (ABPST), Claudia Marques Maximino, que também é uma das vítimas do medicamento.
O filme retrata a história da Talidomida no Brasil e a luta dos direitos das pessoas que foram afetadas por essa tragédia da medicina. Além disso, faz uma dura crítica pelo fato de o País ser o único no mundo a ter uma terceira geração com deformidades geradas pelo uso da droga.
 
História
 
A Talidomida foi introduzida no mercado em 1957. Inicialmente, era comercializada como droga de ação hipnóticosedativa, ou seja, utilizada para sedação, anti-inflamatório e hipnótico. Na ocasião, como os procedimentos de testes não eram tão rígidos, o medicamento passou a ser indicado a mulheres grávidas.
Anos depois, foram relatados milhares de casos envolvendo gestantes, que fizeram uso da medicação, e geraram bebês com mal formação. Diante da gravidade, pesquisadores realizaram testes em coelhos e primatas e foi constatado os mesmos efeitos devastadores. Inicialmente, as pesquisas só haviam sido realizadas em ratos, e os mesmos não apresentaram consequências dos efeitos colaterais.
No ano de 1962, havia mais de 10 mil casos de defeitos congênitos associados ao medicamento. Os bebês nascidos desta tragédia ficaram conhecidos como "bebês da talidomida" ou "geração talidomida".
O histórico da Taliodomida constitui um marco que serviu para alertar sobre a importância dos riscos do uso incorreto dos medicamentos. A partir de então, o conceito de Farmacovigilância (atividade relativa à identificação, avaliação, compreensão e prevenção de efeitos adversos ou qualquer possível problema relacionado a medicamentos) ganhou força. As instituições passaram a se preocupar não apenas com a produção e comercialização dos medicamentos, mas sim com o seu destino final: os pacientes."
 
Para mais informações acesse; www.talidomida.org.br
 
Imagem e texto extraído de: http://www.siat.ufba.br/node/475
 
QUASE DEUSES -
 
Esse foi uma indicação da amiga Caterine Cavalcanti.
 
"Nashville, 1930. Vivien Thomas (Mos Def) é um hábil marceneiro, que tinha um nome feminino pois sua mãe achava que teria uma menina e, quando veio um garoto, não quis mudar o nome escolhido. Eleé demitido quando chega a Grande Depressão, pois estavam dando preferência para quem tinha uma família para sustentar. A Depressão o atinge duplamente, pois sumiram as economias de 7 anos, que ele guardou com sacrifício para fazer a faculdade de medicina, pois o banco faliu. Thomas consegue emprego de faxineiro, trabalhando para Alfred Blalock (Alan Rickman), um médico pesquisador que logo descobre que ele tem uma inteligência privilegiada e que poderia ser melhor aproveitado. Blalock acaba se tornando o cirurgião-chefe na Universidade Johns Hopkins, onde está pesquisando novas técnicas para a cirurgia do coração. Os dois acabam fazendo um parceria incomum e às vezes conflitante, pois Thomas nem sempre era lembrado quando conseguiam criar uma técnica, já que não era médico."
 

segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

Lançamento da Campanha de Descarte de Medicamentos na Bahia.



No próximo dia  19.12, às 8:00, na sede do Conselho Regional de Farmácia da Bahia -  CRF-BA (Rua Dom Basílio Mendes Ribeiro n. º 127-Ondina,Salvador/Bahia) será lançada a Campanha de Descarte de Medicamentos.

Veja abaixo o convite para o evento:

 

DESCARTE DE RESÍDUOS DE MEDICAMENTOS NA BAHIA

 

O grupo técnico de trabalho para o descarte de resíduos de medicamentos instituído pela 3.ª promotoria do Ministério Público do Meio Ambiente tem como objetivo realizar estudos de viabilidade técnica, econômica e avaliação dos impactos sociais para a implantação da logística reversa de medicamentos no estado da Bahia. O inicio do trabalho conta com a coleta amostral que adicionada aos dados de outros estados, subsidiará o acordo setorial em estudo realizado pela ANVISA.

O grupo técnico da Bahia é formado pela VISAs municipal e estadual, Conselhos regionais de Farmácia e Medicina Veterinária,Faculdade de farmácia da Universidade Estadual da Bahia-UNEB,
Movimento das Donas de Casas e Consumidores, LIMPURB- Empresa.
de Limpeza Urbana, NATULAB- Indústria de Medicamentos, STERICYCLE- empresa especializada em descartes de resíduos, BHS – empresa que desenvolveu as estações coletoras chamadas de Ecomed, Fundação Baiana de Pesquisa Científica, Desenvolvimento Tecnológico, Fornecimento e Distribuição de Medicamentos - BAHIAFARMA, Farmácias e Drogarias Santana, WalMart, Pague Menos, Drogasil, Farmácia Popular do Brasil, Farmácia Erva Doce.

A coleta amostral irá iniciar em 19 de dezembro e terá a participação de farmácias voluntárias com estações coletoras totalmente seguras e rastreáveis, contando com farmacêuticos treinados para auxiliar os consumidores, apesar da estação ser auto-explicativa. A distribuição das estações coletoras foi realizada buscando cobrir o maior território populacional e melhor acessibilidade.

A lista das farmácias participantes do programa estará disponível no site:
www.descarteconcsiente.com.br/Bahia. Neste site também será possível acompanhar os resultados da coleta através do“PRESERVÔMETRO”, onde a população baiana
saberá o quanto de medicamento foi conscientemente descartado e quanto de volume de água foi preservado.

Participe desta campanha você também! Além
de preservar a sua família diminuindo o risco do uso de medicamentos vencidos e/ou desnecessários, você ajuda a preservar o meio
ambiente!

 
 

 

quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

Estudantes de medicina contrários ao "Ato Médico"

"O projeto de lei que regulamenta o Ato Médico continua na pauta de discussões dos profissionais ligados à área da saúde e da sociedade em geral. O projeto agora vai para apreciação da Comissão de Educação do Senado.
 
O discurso de regulamentações da profissão é muito atrativo para os respectivos trabalhadores das mais diversas áreas. Regulamentar seria criar normas que determinassem uma profissão, suas funções e atribuições, mas na própria justificativa para a regulamentação já se admite que ela se justifica em função do surgimento de outras áreas da saúde que avançam sobre o campo de atuação médica. Utilizam o argumento como se a regulamentação fosse “proteger” a população dos maus profissionais.
 
Apresentam o argumento de que outras profissões da saúde já possuem seus respectivos projetos de lei e apenas a medicina não o possui, sendo necessário, portanto, a defesa desse projeto de lei que visa estabelecer os limites do ato médico, defendendo os interesses da população brasileira. Ora, o que não entendem é que as mesmas leis de outras profissões de saúde foram estabelecidas antes do histórico movimento de Reforma Sanitária, que, por sua vez, originou o Sistema Único de Saúde, portanto todas necessitam de reformulações. A falácia de proteger os cidadãos brasileiros se faz na medida que um ato de lei proposto após do advento do SUS procura enfraquecer o Sistema quanto a equipe multiprofissional e, conseqüentemente, não promove o princípio da integralidade. Protegeria a população caso houvesse maturidade de discutir o projeto de lei de modo conjunto com a sociedade e não procurando desesperadamente a aprovação do projeto no Congresso Nacional.
 
Há uma inversão de responsabilidades e de foco na discussão do ato médico. A inversão de responsabilidade se dá na medida em que não é a falta de regulamentação que prejudica a saúde da população e não será a regulamentação que protegerá a população contra falsos médicos. Já a inversão de foco pode ser verificada no âmbito de que ao invés de lutar por melhores condições de trabalho e de condições de serviço do médico, e melhoria de atendimento na saúde, estabelece conflitos com os outros profissionais de saúde, em função da disputa por quem exercerá determinada função no serviço de saúde. Com tal medida, o essa Lei acaba por afastar o médico dos outros profissionais de saúde.
 
Na proposta do ato médico mediante o pretexto de melhorar a profissão médica e proteger a população, não encontramos um só parágrafo que trate de questões como salário, jornada de trabalho e condições de trabalho, ou mesmo de atendimento multiprofissional. Não existe a compreensão da importância da participação dos demais profissionais no processo da promoção à reabilitação da saúde. Um projeto de regulamentação das profissões de saúde poderia sim proteger a população, caso fosse feito em conjunto com as outras áreas de saúde em um espaço amplo, pautado nas reais demandas do povo brasileiro.
 
A existência do ato médico é necessária a partir do momento que se faça uma regulamentação conjunta com as outras áreas de atuação na saúde. Os termos usados pelo médico sanitarista Emerson Merhy apresenta duas definições que podem exemplificar o que deveria estar sendo discutido no âmbito da regulamentação das profissões da saúde. Segundo Emerson, há núcleos de saber, que são atividades exclusivas de cada profissão e campos de saber, que são atividades compartilhadas e que permitem a perspectiva multiprofissional e abrange as possíveis intervenções dos profissionais. São esses campos e núcleos que deveriam estar sendo debatidos, discutindo a superposição em determinados momentos e visando sempre o melhor atendimento da população.
 
O que esse ato representa diante de um falso discurso de que a medicina necessita uma regulamentação é a criação de uma reserva de mercado. A categoria médica comprova mais uma vez a dificuldade de debater e atuar de modo multiprofissional. Os conselhos regionais de medicina se ausentam de debates sobre a saúde nos mais diversos conselhos e fóruns regionais de saúde enfraquecendo a luta pela defesa do SUS e de melhores condições de saúde.
Quanto aos posicionamentos retirados pela DENEM, alguns esclarecimentos. As principais instâncias deliberativas da executiva, onde esses posicionamentos são retirados, são espaços totalmente abertos. Os estudantes presentes nesses encontros têm total liberdade de se posicionar, e após amplo debate, as deliberações da executiva são votadas.
 
Com relação ao Ato Médico, o posicionamento foi tirado durante o 42º Encontro Científico dos Estudantes de Medicina no Rio de Janeiro, esse ano. O ECEM é o maior espaço deliberativo da DENEM, onde todos os estudantes têm direito a voz e a voto. As deliberações neste encontro acontecem depois de horas dedicadas em grupos de discussão e de trabalho, os quais têm seus resultados apresentados na Plenária Final, sendo aprovados os posicionamentos que a maioria dos estudantes presente respaldar.
 
O debate sobre Ato Médico acontecerá novamente no Congresso Brasileiro dos Estudantes de Medicina, que será realizado na UFOP, de 6 a 13 de janeiro.
 
Dessa forma, a DENEM se coloca aberta ao debate sobre esse tema e tantos outros e convida todos os estudantes para participar da construção da entidade!"
 

terça-feira, 4 de dezembro de 2012

Rumos para a assistência farmacêutica


No passado tivemos a importante experiência da Ceme, que nos permitiu aprender com os acertos e erros acumulados em sua implantação

Escrito por: José Gomes Temporão
Publicado em:O Globo - 30 de novembro de 2012


"Em um mercado global que movimenta um trilhão de dólares ao ano, o Brasil está entre os dez mercados farmacêuticos mais importantes. Vivemos um momento de franco processo de envelhecimento da população, com a predominância das doenças crônico-degenerativas cujo controle implica o uso por longos períodos de drogas cada vez mais caras e dependendo do governo para seu uso e acesso. Como garantir o acesso da nossa população aos medicamentos essenciais? No passado tivemos a importante experiência da Ceme, que envolveu produção, aquisição, distribuição, desenvolvimento e pesquisa de medicamentos, e que nos permitiu aprender com os acertos e erros acumulados em sua implantação.
A partir de 2000, a política de genéricos cria uma mudança estrutural no mercado e na política de acesso. Hoje, cerca de 25% do mercado farmacêutico são de genéricos e em processo crescente de expansão.
Já durante o segundo mandato do presidente Lula, são introduzidas inovações que estão transformando estruturalmente a dinâmica desse setor. O licenciamento compulsório do Efavirenz em 2007, medicamento utilizado no tratamento da Aids, no qual pela primeira vez o Brasil utilizou as prerrogativas do acordo Trips, teve grande impacto não apenas no Brasil e foi um divisor de águas das questões referentes a propriedade intelectual, medicamentos e saúde pública no país.
A partir daí, o Ministério da Saúde dá início à implantação da política de fortalecimento do Complexo Industrial da Saúde. Partindo de uma nova visão das relações entre saúde e desenvolvimento desenvolve-se uma estratégia inovadora que busca reduzir a dependência de tecnologia através de parcerias entre empresas públicas e privadas, utilizando o poder de compra do Estado como fator indutor do processo. Esta política envolve a parceria com o BNDES como agente de fomento, a criação do Grupo Executivo do Complexo Industrial da Saúde como espaço de formulação e desenho de parcerias público- privadas para desenvolver e produzir no país tecnologias de interesse para a saúde pública, e demarca uma mudança de paradigma.
Um exemplo é a mudança na Lei de Licitações, autorizando a dispensa no caso de parcerias entre laboratórios públicos e privados para a transferência de tecnologia e fabricação de produtos prioritários para o SUS, sancionada pela presidente Dilma Roussef.
Este conjunto de medidas, aliado ao aperfeiçoamento da atividade regulatória da Anvisa, cria um ambiente político, jurídico e institucional que muda radicalmente a política de acesso a medicamentos e a outras tecnologias no país.
Entretanto, o Brasil não pode continuar dependente das patentes das indústrias de pesquisa e desenvolvimento, sem participar deste seleto clube de indústrias farmacêuticas que desenvolve medicamentos.
Isto implica enfrentar novas questões como a proteção para as nossas invenções, ou das informações submetidas para aprovação da comercialização de novos medicamentos junto ao órgão regulador, que devem ser repensadas em favor das empresas que se aliem ao esforço do governo no sentido de desenvolver e produzir produtos no Brasil.
É preciso também mostrar todas as vantagens que representa desenvolver moléculas aqui, não somente para a ciência, a pesquisa, o mundo acadêmico, ou para as empresas, mas também para a saúde pública. Para tal poderemos nos inspirar na adoção de novas abordagens associando os governos, as empresas e o terceiro setor como algumas já existentes na Europa como o "Innovative Medicine Initiative", da Dinamarca, e o "Top Institute Pharma" na Holanda, que se dedicam a construir redes colaborativas entre a indústria, a academia e representações de pacientes."

Imagem extraída de: http://matematicadeaula.blogspot.com.br/2010_04_01_archive.html

segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

Saiba como funciona a transferência de tecnologia na saúde


"Muito se fala sobre transferência de tecnologia, mas você sabe o que isso quer dizer? Funciona da seguinte maneira: um laboratório internacional possui um produto inovador e conhecimentos tecnológicos necessários para o desenvolvimento de vacinas e medicamentos. Digamos que o Brasil precise importar um desses produtos para beneficiar a população. Para isso, ele faz um acordo com este laboratório internacional e ambos começam a trocar experiências. Com o objetivo de reduzir a dependência de importação e se tornar autossuficiente, o Brasil passa a adquirir qualidade internacional e amplia sua competitividade e capacitação tecnológica.
Nos acordos de transferência de tecnologia, firmados pelo Ministério da Saúde, a produção se dá por meio de Parcerias para o Desenvolvimento Produtivo (PDP), feito com os laboratórios públicos. Nessa parceria, o Ministério é responsável pela compra dos medicamentos. Já os laboratórios da rede privada são responsáveis por produzir o princípio ativo e transferir a tecnologia ao laboratório público. Como contrapartida, o governo garante exclusividade na compra do medicamento por cinco anos.
Atualmente, estão em vigor 34 PDPs para a produção de 35 produtos finais, sendo 28 medicamentos, o DIU, um equipamento (kit de diagnóstico utilizado no pré-natal para identificar múltiplas doenças) e quatro vacinas. As parcerias envolvem 34 laboratórios, sendo 10 públicos e 24 privados, nacionais e estrangeiros. A produção de oito medicamentos já começou: antirretroviral Tenofovir, antipsicóticos Clozapina, Quetiapina e Olanzapina, relaxante muscular Toxina Botulínica, imunossupressor Tacrolimo, Rivastigmina, usado no tratamento de doença de Alzheimer, e Donepezila.
A expectativa é que, até o final de 2012, sejam ampliadas 15 novas parcerias abrangendo produtos biológicos, medicamentos para doenças negligenciadas e equipamentos, principalmente na área de órteses e próteses. A economia gerada pelas parcerias de medicamentos, insumos e equipamentos é de cerca de R$ 550 milhões por ano em compras públicas.
Laboratórios públicos – O Sistema Único de Saúde (SUS) possui 20 laboratórios públicos, os chamados laboratórios oficiais, que produzem medicamentos, soros e vacinas para atender às necessidades da rede pública de saúde. Juntos, eles produzem 80% das vacinas e 30% dos medicamentos utilizados no sistema. Produtos para as doenças negligenciadas, como malária, esquistossomose e doença de chagas, também são desenvolvidos por esses laboratórios devido à falta de interesse das empresas privadas na produção desses medicamentos.
Para aumentar a produção dessas instituições, o Ministério da Saúde lançou este ano o Programa de Investimentos no Complexo Industrial da Saúde (Procis) que investirá R$ 270 milhões na infraestrutura e qualificação de mão de obra de 18 laboratórios públicos. Para os próximos anos serão investidos R$ 2 bilhões sendo R$ 1 bilhão do governo federal e R$ 1 bilhão de contrapartidas estaduais.
Segundo o secretário de Ciência Tecnologia e Insumos Estratégicos do Ministério da Saúde, Carlos Gadelha, não havia um programa de estímulo e investimento na produção pública. Desta vez, o foco é o desenvolvimento tecnológico e a parceria com o setor privado. “O fortalecimento dos laboratórios públicos é essencial para a capacitação tecnológica e competitividade do país. Daí a importância de se investir em infraestrutura, capacitação da gestão e especialização da mão de obra dos laboratórios oficiais para que eles adotem as melhores práticas do mercado e ganhem um nível de qualidade internacional”, explica Gadelha."
Lista de laboratórios Oficiais

Bio-Manguinhos – Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos
Rio de Janeiro

Far-Manguinhos – Instituto de Tecnologias em Fármacos
Rio de Janeiro

FFOE – Faculdade de Farmácia, Odontologia e Enfermagem – Farmácia Escola
Fortaleza/CE

FUNED – Fundação Ezequiel Dias
Belo Horizonte – MG

FURP – Fundação para o Remédio Popular
Guarulhos – SP

IQUEGO – Indústria Química do Estado de Goiás
Goiânia – GO

IVB – Instituto Vital Brazil
Niterói – RJ

LAFEPE – Laboratório Farmacêutico do Estado de Pernambuco S.A
Recife – PE

LAFERGS – Laboratório Farmacêutico do RGS
Porto Alegre – RS

LAQFA – Laboratório Químico Farmacêutico da Aeronáutica
Rio de Janeiro

LEPEMC / UPM – Laboratório de Ensino, Pesquisa e Extensão em Medicamentos e Cosméticos / Unidade de Produção de Medicamentos. FUEM – Fundação Universidade de Maringá
Maringá – PR

LIFAL – Laboratório Industrial Farmacêutico de Alagoas SA
Maceió – AL

LIFESA – Laboratório Industrial Farmacêutico do Estado da Paraíba
João Pessoa – PB

LFM – Laboratório Farmacêutico da Marinha
Rio de Janeiro

LPM – Laboratório de Produção de Medicamentos
Londrina – PR

LQFEX – Laboratório Químico Farmacêutico do Exército
Rio de Janeiro

LTF – Laboratório de Tecnologia Farmacêutica
João Pessoa – PB

NUPLAM – Núcleo de Pesquisa em Alimentos e Medicamentos
Natal – RN

FUAM – Fundação Universidade do Amazonas

NTF – Núcleo de Tecnologia Farmacêutica
Teresina/PI
Escrito por:
Gabriella Vieira / Blog da Saúde
Publicado em:  

 

domingo, 2 de dezembro de 2012

Filmes para profissionais de saúde que discutem a Bioética

"MAR ADENTRO"


"Baseado na história real de Ramón Sampedro, o filme retrata a luta de um homem – nascido em uma pequena vila de pescadores na Galícia – para dar um fim a sua própria vida. Na juventude, Ramón sofreu um acidente que o deixou tetraplégico e preso a uma cama por 27 anos. Com uma lucidez e inteligência cativante, Ramón lutou na justiça pelo direito de decidir sobre a sua vida, o que gerou vários conflitos com seus familiares, com a igreja, com a sociedade".
 



Sinopse extraída de: http://www.interfilmes.com/filme_14960_mar.adentro.html
Imagem extraída de: http://www.esphcastro.pt/biblioteca/index.php/77-actividades-be/84-filme-mar-adentro


SETE VIDAS



Do diretor de À Procura da Felicidade (The Pursuit of Happyness) e estrelada pelo indicado a dois Oscars®, Will Smith, chega uma história perturbadora e de grande suspense emocional sobre um homem com um segredo que o persegue e que decide se redimir mudando drasticamente as vidas de sete completos desconhecidos. Depois que seu plano é posto em andamento, nada pode alterá-lo. Ou era o que ele pensava. Pois o que Ben Thomas nunca esperava era se apaixonar por uma dessas desconhecidas - e ela é que começasse a transformá-lo.
Um mistério intrigante e uma história de amor surpreendente, Sete Vidas (Seven Pounds) levanta questões perturbadoras acerca da vida e da morte, arrependimento e perdão, estranhos e amizades, amor e redenção - e explora as relações que unem os destinos das pessoas de modos surpreendentes.
Tudo começa com uma lista de sete nomes: Ben Thomas, Holly Apelgren, Connie Tepos, George Ristuccia, Nicholas Adams, Ezra Turner e Emily Posa. A única coisa que eles têm em comum é o fato de todos terem chegado a um momento decisivo em suas vidas em que precisam desesperadamente de ajuda - financeira, espiritual ou médica -- e, sem que eles saibam, também o fato de cada um deles ter sido escolhido por Ben para ser parte do seu plano de redenção. Mas é Emily Posa (Rosario Dawson), uma paciente cardiopata cheia de vida, quem trava suas engrenagens ao fazer a única coisa que Ben julgou impossível - aproximar-se dele - e quem vira ao avesso a sua visão do mundo e do que é possível.

Imagem extraída de: http://www.culturamix.com/cultura/filmes/filme-sete-vidas
Sinopse extraída de: http://www.cinepop.com.br/especial/setevidas.htm

domingo, 25 de novembro de 2012

Eventos para farmacêuticos em MT e SP.

Política de Medicamento e Farmácia Popular em discussão em Cuiabá
 
O Sinfar-MT em conjunto com o CRF-MT e com o Sincofarma-MT, realizam atividades inéditas em Cuiabá, no próximo dia 29/11!
 
 
Serão duas atividades no mesmo dia! No primeiro momento, uma palestra seguida de debate, abordará o tema: Farmácia Popular e é destinado aos Empresários e Farmacêuticos que atuam no Comércio Varejista de Produtos Farmacêuticos (Farmácias e Drogarias). Essa palestra se inicia às 14h no Auditório da Fecomércio, em Cuiabá. A organização pede a doação de 2kg de alimentos não perecíveis, como taxa de inscrição!
 
 
 
 
 
 
Já a outra atividade, será uma palestra seguida de debate com o tema: Política de Medicamento e será destinada a todos os Farmacêuticos e Acadêmicos de Farmácia, bem como demais profissionais da saúde e população em geral. Acontecerá no auditório do CRF-MT em Cuiabá, com início ás 19:30h. A organização pede a doação de 1kg de alimento não perecível, como taxa de inscrição.
Muitas são as dúvidas de todos sobre esses dois temas, então as Entidades Representativas dos Farmacêuticos e também dos Empresários do Comércio Farmacêutico, se reuniram e organizaram conjuntamente essas palestras, onde teremos como Palestrante o Dr. Marco Aurélio Pereira, Farmacêutico Coordenador Geral de Gestão do Departamento de Assistência Farmacêutica (DAF). O DAF é ligado à Secretaria de Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos do Ministério da Saúde. Também virá como palestrante, a Dra. Melissa Borges de Faria que também é do Ministério da Saúde!
Esses são mais eventos gratuitos realizados pelas Entidades, buscando trazer esclarecimentos e conhecimentos para todos os Farmacêuticos e Empresários ligados ao ramo Farmacêutico.
Os apoiadores dos eventos são: Ministério da Saúde, Governo Federal, FENAFAR e DISNAT.
Informações:
Sinfar-MT - (65) 3621-4560
Sincofarma-MT (65) 3321-0110
CRF-MT - (65) 3619-5200
Contamos com a presença de todos! Venha e participe!
 
 
 Seminário "Dispensação: realidade e necessidade de mudanças"

 
 
Local: Auditório da Universidade Anhembi Morumbi
Rua Casa do Ator, 275 - Vila Olímpia - São Paulo/SP
8h30Credenciamento
9hAbertura
9h30Lançamento: Fascículo de Dispensação e Novo Selo Farmácia Estabelecimento de Saúde
Ministrante: Dr. Antônio Geraldo
Conselheiro do CRF-SP e coordenador do Grupo Farmácia Estabelecimento de Saúde
10hPalestra: Dispensação - Responsabilidade Civil e Direito do Consumidor
Ministrante: Advogado especialista em direito do consumidor
10h50Intervalo
11h10Palestra: Dispensação x Venda de Medicamentos
Ministrante: Dr. Pedro Eduardo Menegasso
Presidente do CRF-SP
12hAlmoço
13h30Painel: Dispensação: realidade e necessidade de mudanças

Participantes:
Dra. Maria Eugênia C. Cury
Chefe do Núcleo de Gestão do Sitema Nacional de Notificação e Vigilância Sanitária da Anvisa

Dr. Alexandre Corrêa dos Santos
Vice-Presidente da Feifar

Sr. Natanael Aguiar Costa
Presidente do Sincofarma

Sr. Serafim Branco Neto
Assessor da Abrafarma
Dr. Rogério Lopes Junior Conselheiro da Febrafar

Representante do CFF (a confirmar)
Dr. Ronald Ferreira dos Santos
Presidente Fenafar

Dr. Marco Aurélio Pereira Representante do Departamento de Assistência Farmacêutica do MS
Representante do CRF-SP

Provocador: jornalista Eduardo Barão
17hEncerramento
Evento gratuito. Solicitada doação de uma lata de leite em pó ou um pacote de fralda geriátrica.
Contato : (11) 3067-1462 / 1468

Livro trata da dinâmica do sistema produtivo da saúde.


Saúde: espaço de nexos entre direito social e dinamismo econômico
 
Texto de: Fernanda Marques
"Para que, no futuro desejado, conforme-se no Brasil um sistema de saúde universal, integral e equânime, o Estado deve ter um papel decisivo na articulação das duas dimensões da saúde: a social e a econômica. É o que defendem os autores do livro A Dinâmica do Sistema Produtivo da Saúde: inovação e complexo econômico-industrial, lançamento da Editora Fiocruz. Um Complexo Econômico-Industrial da Saúde (CEIS) frágil não atende às exigências de elevação da competitividade brasileira no cenário internacional. Mas não é só isso: essa fragilidade afeta sobremaneira a capacidade de resposta às necessidades sanitárias da população. “Gostaríamos que esta publicação se configurasse, sobretudo, como um convite para o debate e para o fortalecimento deste campo científico, com um padrão de desenvolvimento que articule, ao mesmo tempo, o dinamismo econômico com os direitos sociais e a conformação de um Estado de bem-estar no Brasil”, diz o secretário de Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos do Ministério da Saúde, Carlos A. Grabois Gadelha, coordenador do livro.
O livro apresenta a dinâmica dos investimentos no complexo produtivo da saúde, no mundo e no Brasil, analisando seus diferentes subsistemas: de base química e biotecnológica; de base mecânica, eletrônica e de materiais; e de serviços de saúde. Ao final, traz uma síntese analítica e discute políticas para o desenvolvimento do CEIS. Este é formado por indústrias farmacêuticas (de fármacos, medicamentos, vacinas, hemoderivados e reagentes para diagnósticos), industrias de equipamentos médicos e insumos, e setores de prestação de serviços (hospitais, ambulatórios e serviços de diagnósticos e tratamentos). Além dos segmentos industriais e de serviços, o CEIS reúne também o Estado, instituições de ciência e tecnologia, agências de regulação, a sociedade civil organizada e a população.

Essa multiplicidade de atores é um reflexo das peculiaridades da saúde, área que congrega alto potencial de geração de conhecimentos científicos, importante base econômica, consumo de massa e destacada presença do Estado na regulação e na promoção de atividades de inovação. A saúde responde por cerca de 20% do gasto mundial com atividades de pesquisa e desenvolvimento (P&D). Entretanto, 96% desse gasto ocorrem nos países de renda alta: os restantes 4% se dividem entre todos os demais países, inclusive o Brasil. Outra diferença é o perfil do gasto: nos países desenvolvidos, ele vem, sobretudo, das empresas, o que não se verifica no Brasil. Aqui, apesar da crescente produção científica de circulação internacional e da significativa formação de doutores e recursos humanos em saúde, o baixo comprometimento do setor empresarial com as atividades de P&D enfraquece o Ceis.
Como consequência, acentua-se no país o déficit comercial em saúde, que chegou a US$ 10 bilhões em 2011, sobretudo em produtos de maior densidade tecnológica. “A reduzida inserção empresarial nas atividades produtivas de maior densidade tecnológica e nas atividades de P&D e de inovação torna vulneráveis tanto a competitividade do sistema produtivo quanto a política nacional de saúde e a perspectiva de um sistema de proteção social universal”, argumentam os autores. Essa vulnerabilidade se torna mais evidente ao considerar que, no Brasil, enquanto o gasto em P&D é feito, principalmente, pelo Estado, o gasto em saúde é, predominantemente, privado.
Na maior parte dos países Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), o gasto público responde, em média, por 71% do gasto total em saúde. No Mercosul, esse percentual é de 55,6% e, no Brasil, especificamente, ele cai ainda mais, para 44%. Este dado revela uma inconsistência em relação aos preceitos do Sistema Único de Saúde (SUS). Reforça também a necessidade de um acentuado aumento do financiamento público dos serviços de saúde e, ao mesmo tempo, do fortalecimento da base produtiva nacional – afinal, conforme defendido no livro, as bases industriais e de serviços estão fortemente interligadas.
Identifica-se, pois, uma dupla fragilidade: por um lado, a base produtiva nacional da saúde está assentada em produtos e processos de menor densidade tecnológica; por outro, parcela expressiva da população não tem acesso a bens e serviços de saúde. E esse quadro pode ainda se agravar, visto que a dinâmica demográfica e epidemiológica aponta para transformações nas necessidades de saúde. O envelhecimento da população e o aumento da prevalência de doenças crônico-degenerativas criam novas demandas para a área da saúde, com impacto sobre sua base produtiva.
Responder a essas demandas é um desafio, sobretudo em um mercado global altamente competitivo, marcado por aquisições e fusões de grandes empresas, que dominam a biotecnologia e outros segmentos intensivos em tecnologia. O desafio, contudo, vem acompanhado por oportunidades para que o Brasil fortaleça seu complexo produtivo da saúde, uma vez que se observam: a tendência de crescimento do mercado nacional e do mercado público; a existência de um parque de bens industriais e de serviços instalado no país; o ambiente político favorável; o ambiente regulatório relativamente organizado; e uma base científica avançada no campo da saúde.

Para aproveitar essas oportunidades, é necessário pautar ações de longo prazo para o desenvolvimento do CEIS em perspectiva estratégica. Nesse sentido, os autores comentam ações como o novo Profarma (Programa de Apoio ao Desenvolvimento da Cadeia Produtiva Farmacêutica); os Fundos Setoriais e os mecanismos de subvenção econômica para fomento às atividades de C&T nas empresas; o programa Mais Saúde; as mudanças do marco regulatório no âmbito do Grupo Executivo do Complexo Industrial da Saúde; o avanço normativo na Anvisa; e a atuação do Grupo Interministerial de Propriedade Intelectual, entre outras.
Reconhecendo que a tensão entre o interesse privado e o público, inerente ao capitalismo, se expressa de modo incisivo no desenvolvimento do CEIS, o livro reafirma a necessidade de políticas e ações que estabeleçam nexos entre as dimensões econômica e social da saúde. Além de Carlos A. Grabois Gadelha, assinam a obra José Maldonado, Marco Vargas, Pedro R. Barbosa e Laís Silveira Costa, todos pesquisadores do Grupo de Inovação em Saúde da Escola Nacional de Saúde Pública (Ensp/Fiocruz). O livro, elaborado no âmbito da Fiocruz, representa uma versão revista e atualizada da análise sobre o complexo produtivo da saúde que integrou o projeto Perspectivas de Investimento no Brasil, desenvolvido pela UFRJ e Unicamp, em parceria com o BNDES."
 

quinta-feira, 22 de novembro de 2012

A coxinha virou remédio?



Matéria publicada na revista exame (www.exame.com).
Escrita por Márcio Kroehn (marcio.kroehn@abril.com.br)

Só no Brasil: A coxinha virou remédio?
Revista Exame - 15/10/2012


Prolifera nos tribunais de rodo o país uma nova modalidade de demanda — os processos que exigem do sistema público de saúde o pagamento de dietas especiais para o tratamento de doenças. Ocorre que boa parte deles é questionável. Dos 241 processos da área da saúde que estão em julgamento, quase 10% são de terapias alimentares, no mínimo, esquisitas. Em Minas Gerais, uma dessas ações condenou a Secretaria Estadual de Saúde a pagar — e a entregar em domicílio — uma porção diária de coxinhas ao reclamante que venceu a causa. O juiz se baseou na receita médica anexada aos autos, que apenas indicava a dieta, sem explicá-la, e nâo considerou válido o argumento do advogado da secretaria de que a gordura do quitute, na verdade, prejudicaria a saúde do paciente. A porção custa 500 reais mensais ao governo mineiro. Para o país, a conta com as dietas especiais é indigesta: 30 milhões de reais por ano.

sábado, 17 de novembro de 2012

Dicas de filmes para profissionais de saúde - Parte VII

E a saga continua. Até o momento, este humilde blog já recomendou 27 filmes que todos os profisionais de saúde deveriam assistir. Temos recebido sugestões e comentários de alguns que assistiram algum dos filmes.
Caso queira ver os outros filmes, visite o Blog do Marco Aurélio, acessando ao lado direito o marcador Dicas de Filmes, ou acesse: http://marcoaureliofarma.blogspot.com.br/search/label/Dicas%20de%20filmes
 
Abaixo, mais  dois filmes....espero que curtam:


DECISÕES EXTREMAS - Extraordinary Measures

Extraordinary Measures é uma trama baseada em fatos reais que conta o drama de John Crowley (Brendan Fraser), um homem que desafia a sabedoria convencional e as probabilidades, e arrisca o futuro de sua família ao buscar a cura da doença congênita que ameaça a vida de seus filhos.
Com o apoio incondicional de sua mulher, Aileen Crowley (Keri Russell), eles procuram a todo custo uma cura para a doença dos filhos. Eles encontram uma esperança ao conhecer o brilhante e excêntrico cientista Dr. Stonehill (Harrison Ford).
Juntos eles fundam uma empresa bio-tech focada em desenvolver uma droga que salve a vida das crianças e que prove que as teorias do cientista estavam certas.
"Eles tinham tudo a perder, então arriscaram tudo."
Um filme que mostra que não podemos esperar por um milagre... precisamos fazer um.



Sinopse e imagem extraídas de: http://refilmagem.com.br/filme/decisoes-extremas


SEM LIMITES

Há anos o escritor Eddie Morra (Bradley Cooper) esta sofrendo um bloqueio criativo. Quando um velho amigo lhe apresenta um remédio revolucionário sua vida muda instantaneamente. Com o remédio Eddie passa a usar 100% do seu cérebro. Ele consegue lembrar de tudo que já leu, ouviu ou viu em toda sua vida. Aprende línguas, faz cálculos, consegue ler e escrever muito rapidamente. Porém para que tudo isto ocorra ele precisa tomar o remédio todo dia. Em poucas semanas Eddie vira o rei de Wall Street chamando a atenção do mega empresário Carl Van Loon (Robert De Niro) que o contrata para fechar um dos maiores negócios da história. Tendo se tornado uma pessoa perfeita ele agora passará a viver sem limites.



Snopse e imagem extraídas de: http://refilmagem.com.br/filme/sem-limites

Avanços no tratamento do Diabetes no SUS

"Paciente com diabetes no Brasil gasta R$ 5,9 mil por ano com tratamento"

Publicado no dia 16/11/2012 - Brasil Econômico

Jornalista: Érica Ribeiro (eribeiro@brasileconomico.com.br)


Gastos públicos com internações em 2011 foram de R$ 89,3 mi; no primeiro semestre de 2012, R$ 43,4 mi


Os caminhos para a prevenção do diabetes e o tratamento da doen ça estão mais eficazes, mas ainda há um longo caminho a percorrer. O Dia Mundial do Diabetes foi lembrado na última quarta feira e, segundo levantamento do Ministério da Saúde, houve uma estabilização decorrente do diabetes. O estudo mostrou que nos primeiros semestres dos anos de 2010 a 2012, a média de hospitalizações foi de 72 mil, número visto como um avanço pelo ministério por conta do crescimento do acesso a medicamentos gratuitos e ampliação dos cuidados de atenção básica no país. Um estudo da médica Luciana Bahia, do depar tamento de Farmacoeconomia da Sociedade Brasileira de Diabetes, chamado Escudi Estudo de Custos do Diabetes, aponta que o envelhecimento da população e o aumento do diabetes no mundo são algumas das causas do impac to econômico provocado pela doença, que, por sua vez, exige maior demanda por tratamento. Para o estudo, realizado em 2007, foram ouvidos mil pacientes adultos em oito cidades brasileiras, do ponto de vista do tratamento am bulatorial, ou seja, medicamentos, tiras reagentes, insulina, exa mes e consultas

"O dado per capita por ano era de RS 2.900 em 2007 e, atua lizados para 2012, levando em conta a inflação no período, verificamos que este custo subiu para RS 5.200 por ano por pessoa no Brasil, tomando por base o atendimento via Sistema Único de Saúde (SUS). Já no sistema privado, o paciente gasta R$ 12 mil por ano por pessoa", explica Luciana Bahia.

Ela ressalta que quando há complicações decorrentes da doença, o gasto quase triplica no SUS. Em 2012, segundo ela, o Ministério da Saúde gastou só com insulina R$ 15 milhões.

"O programa de assistência ao diabético na farmácia popular é grandioso. O Brasil é o maior comprador de insulina do mundo. É uma doença que tem um alto impacto económi co, clínico e social. O paciente morre mais cedo, se aposenta mais cedo e todos estes aconte cimentos geram impactos eco- nômicose familiares", acrescen ta a médica.

A oferta de medicamentos gratuitos por meio do programa Saúde Não Tem Preço começou em fevereiro de 2011. Desde o início do programa, 4,1 milhões de pessoas foram beneficiadas com medicamentos para trata mento do diabetes sem gastos. O ministério também levantou dados sobre o custo com inter nações por diabetes, no período de 2010 ao primeiro semestre de 2012. Somente com interna ções, os gastos públicos em 2010 foram de R$ 83,2 milhões e, em 2011, R$ 89,3 milhões e nos seis primeiros meses de 2012, os custos ficaram em RS 43,4 milhões. O ministério in formou que os gastos do gover no federal com a doença não podem ser mensurados somente com esses números, uma vez que há também um forte investi mento na Atenção Básica.

Segundo o presidente da Sociedade Brasileira de Diabetes, Balduíno Tschiedel, o Brasil tem avançado bastante nos investimentos em saúde, mas ainda destinamos menos de 9% do Produto Interno Bruto (PIB) para este fim. Ele elogiou algumas iniciativas governamentais como o programa Saúde Não Tem Preço. Mas diz que estas e outras iniciativas ainda esbarram na falta de capilaridade para que os resultados sejam ainda mais eficientes: "O programa do governo de acesso a medicamentos veio em boa hora e ajuda em muito portadores de doenças crônicas como o diabetes. Mas ainda há muito caminho pela frente no que diz respeito à capilaridade do sistema. Mas não podemos deixar de elogiar iniciativas do ministério, sobretudo ao diabetes tipo 2".

sexta-feira, 9 de novembro de 2012

Médico receita cadeados para mulher conseguir emagrecer na BA



NELSON BARROS NETO
DE SALVADOR
 
"Cadialina". Esse foi o "medicamento" indicado por um médico para uma dona de casa de Salvador combater dores no fígado e conseguir emagrecer.
 
A paciente, Adriana Santos, 33, diz que, ao perguntar sobre onde encontraria o remédio, o médico José Soares Menezes recomendou que ela procurasse um ferreiro e comprasse seis cadeados.
 
"Um para a sua boca, outro para a geladeira, outro para o armário, outro para o freezer, outro para o congelador e outro para o cofre de casa", relata a mulher, que diz ter 1,53 m de altura e 100 kg.
 
 O caso ocorreu na semana passada em um posto móvel da Fundação José Silveira (conveniada à Secretaria de Saúde da Bahia) no bairro do Uruguai, onde Adriana mora, na periferia de Salvador.
Procurado, o médico limitou-se a responder: "Só usei uma linguagem figurada".
 
A fundação reconhece que houve a consulta e afirma que iniciará uma investigação.
 
O Conselho Regional de Medicina da Bahia recebeu ontem a queixa da dona de casa e prometeu abrir uma sindicância para apurar se houve infração ao código de ética da profissão.
 
Adriana disse ter contado que não poderia fazer uma cirurgia de redução do estômago. O médico, de acordo com ela, afirmou que sua filha chegou a realizar o procedimento, mas, como continuou sem fazer regime, acabou engordando novamente.
 
"Ele ainda falou que, se eu não quisesse os cadeados, o jeito seria fazer jejum em quatro dias da semana. E, nos outros três, só beberia água."
 
Em entrevista à TV Itapoan, afiliada da Rede Record no Estado, Menezes negou a segunda situação. O médico pediu desculpas "se foi mal interpretado" por Adriana.
 
"É uma paciente que tem compulsão por alimento. Infelizmente, ela vive numa comunidade que não tem capacidade de abstrair as coisas", afirmou o médico à TV.
 
A paciente afirmou que não aceita o pedido de desculpas de Menezes e que já teve consulta com outro médico, que pediu exames.
 

Publicado no site da uol (www.uol.com.br) no dia 09/11/12 . Reportagem Folha de São Paulo, disponível no site: http://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/1182720-medico-receita-cadeados-para-mulher-conseguir-emagrecer-na-ba.shtml

terça-feira, 6 de novembro de 2012

Laboratórios criam ações diferentes para atrair consumidor

Restrições da Anvisa e concorrência acirrada dos genéricos fazem com que indústria farmacêutica lance mão da criatividade para desenvolver ações inusitadas.

Rio de Janeiro - As restrições impostas pela Anvisa para a divulgação de medicamentos e a concorrência acirrada dos genéricos vêm fazendo com que as indústrias farmacêuticas lancem mão de ações diferenciadas para divulgar seus produtos e atrair o consumidor. Muito mais que trabalhar os pontos de venda e os profissionais, os laboratórios desenvolvem ações que têm como foco a diversão e a promoção da saúde.
 
Para buscar a diferenciação, as companhias vêm usando as plataformas digitais para ideias inusitadas que vão desde a restauração de fotos, feita para a marca Nebacetin, do Laboratório Takeda, até apagar posts do Facebook e Twitter, papel desempenhado pelo “Dor de Balada”, aplicativo de Dorflex. A ideia é descentralizar o trabalho de divulgação dos balcões das farmácias, espaço trabalhado massivamente pelos grandes fabricantes de medicamentos genéricos.
 
Uma das indústrias que foi buscar no ineditismo uma forma de divulgar seus produtos foi o Laboratório Takeda, fabricante dos medicamentos dermatológicos Nebacetin e Neba-Sept. O conceito trabalhado para a pomada é o de reparação da pele após ferimentos e, pensando nisso, a marca desenvolveu o aplicativo “O Restaurador”. Por meio da ferramenta, internautas podem ter suas fotografias antigas restauradas. O usuário do serviço pode interagir acompanhando o andamento do trabalho.
 
A ideia do Laboratório Takeda foi alinhar a estratégia com o conceito do produto e envolver o consumidor pelo emocional. “Precisamos ter um marketing diferenciado porque lidamos com saúde e com padrões cada vez mais restritos da Anvisa. Isso nos exige criatividade para seguir caminhos diferenciados para atrair o consumidor. Com Nebacetin, esse é o segundo ano que atuamos com a proposta de interação e, como o medicamento é voltado para a família, nada melhor que restaurar fotos antigas e recordações”, explica Juliana Tondin, Gerente de Marca OTC da Takeda.
 
 

Mudança de prazo para envio de currículos p/ processo seletivo QUALISUS-REDE

ATENÇÃO PARA NOVO COMUNICADO SOBRE O PROCESSO SELETIVO QUALISUS-REDE!!!!




Em razão da mudança no prazo para envio de currículos, do processo seletivo QUALISUS-REDE, informamos que apenas os currículos cadastrados e enviados a partir de hoje (5/11/2012), estarão aptos a participar do processo. Os currículos cadastrados antes desta data, deverão ser reenviados.
A informação está disponível em:
 

domingo, 4 de novembro de 2012

A história do diabetes

Neste mês, no dia 14 de novembro, é dia mundial do Diabetes. Tenha maiores informações no site: Dia Mundial do Diabetes (www.diamundialdodiabetes.org.br).
Para começarmos a tratar deste tema neste espaço, abaixo está um texto de autoria do Drauzio Varella, sobre a história do diabetes.


"Em 1500 antes de Cristo, médicos egípcios descreveram casos de pessoas que urinavam muito e emagreciam até a morte. Aretaeus, médico que viveu na Grécia entre os anos 80 e 138 d.C., criou o termo diabetes mellitus para fazer referência ao gosto adocicado da urina desses pacientes. Foi apenas em 1776 que Matthew Dobson desenvolveu um método para determinar a concentração de glicose na urina, livrando os médicos do dissabor de prová-la.
A doença, entretanto, só foi reconhecida como entidade clínica em 1812, ano da publicação do primeiro número de The New England Journal of Medicine, a revista mais lida pelos médicos de hoje. Nesse tempo, a fisiopatologia e a prevalência do diabetes na população eram desconhecidos. Como não existia tratamento específico, em semanas ou poucos meses depois do diagnóstico todos morriam.
No ano da Proclamação da República no Brasil, 1889, os alemães Oskar Minkowski e Joseph von Mering verificaram que a retirada do pâncreas de cachorros levava-os ao óbito por diabetes. Ficava demonstrado que a origem da doe­nça estava ligada ao pâncreas.
Em 1910, Edward Sharpey-Schafer levantou a hipótese de que o diabetes seria causado pela deficiência de uma única substância química, produzida no pâncreas pelas células das ilhotas de Langerhans. Por essa razão, ele a batizou com o nome de insulina, derivado da palavra latina insula (ilha).
Finalmente, em 1921, logo depois da Primeira Guerra Mundial e da epidemia de gripe espanhola, Frederick Banting e Charles Best publicaram a prova definitiva. Injetaram em cachorros diabéticos extratos de células das ilhotas de Langerhans retiradas do pâncreas de cachorros saudáveis, revertendo o quadro de diabetes.
Trabalhando com pâncreas bovino, em conjunto com John McLeod, eles em seguida purificaram a insulina, e foram os primeiros a tratar com sucesso um portador da doença. A partir desse caso, o uso de insulina disseminou-se pelos cinco continentes. Crianças com diabetes do tipo 1 (no qual o pâncreas para de produzir insulina), que iam a óbito logo depois do diagnóstico, puderam voltar à vida normal.
Essa talvez tenha sido a primeira demonstração de que a pesquisa básica poderia ser aplicada rapidamente em benefício da humanidade. O interesse despertado por ela provocou uma avalanche de estudos com a molécula de insulina, que proporcionaram a seus autores dez Prêmios Nobel e revolucionaram o estudo das proteínas e hormônios.
Em 1977, Ullrich e colaboradores descreveram na revista Science um método para inserir o gene da insulina humana em bactérias escravas, com o objetivo de obrigá-las a produzir essa substância em escala industrial. Essa técnica, que recebeu o nome de DNA recombinante, criou as bases da biotecnologia industrial.
A síntese de diversos medicamentos usados por via oral tornou o tratamento mais cômodo para muitos portadores de diabetes que não necessitam de aplicações de insulina. Seringas descartáveis e agulhas mais delicadas diminuíram o desconforto e as dores no local das injeções.
Neste ano, dois grupos publicaram estudos mostrando que a cirurgia bariátrica, para reduzir a massa corpórea em pacientes com excesso de peso, é mais eficaz no controle da glicemia do que o uso de medicamentos. Em muitos casos as remissões são tão prolongadas que, provavelmente, representam a cura da doença, conclusão surpreendente para uma enfermidade tradicionalmente considerada incurável.
Infelizmente, esses avanços no tratamento não refletem a realidade da saúde pública. Vivemos uma epidemia mundial de diabetes que se propaga de forma avassaladora, seguindo os passos da obesidade e da vida sedentária.
Somente no Brasil há 12 milhões de pacientes. Se esse número é assustador, mais ainda são as previsões: se continuarmos preguiçosos e engordando como os americanos, em 2050, cerca de 30% dos adultos sofrerão de diabetes. Acima dos 65 anos, a proporção chegará a 50%.