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Farmacêutico, servidor público e professor. Além disso, tentando estar antenado com os assuntos do cotidiano....

domingo, 25 de novembro de 2012

Eventos para farmacêuticos em MT e SP.

Política de Medicamento e Farmácia Popular em discussão em Cuiabá
 
O Sinfar-MT em conjunto com o CRF-MT e com o Sincofarma-MT, realizam atividades inéditas em Cuiabá, no próximo dia 29/11!
 
 
Serão duas atividades no mesmo dia! No primeiro momento, uma palestra seguida de debate, abordará o tema: Farmácia Popular e é destinado aos Empresários e Farmacêuticos que atuam no Comércio Varejista de Produtos Farmacêuticos (Farmácias e Drogarias). Essa palestra se inicia às 14h no Auditório da Fecomércio, em Cuiabá. A organização pede a doação de 2kg de alimentos não perecíveis, como taxa de inscrição!
 
 
 
 
 
 
Já a outra atividade, será uma palestra seguida de debate com o tema: Política de Medicamento e será destinada a todos os Farmacêuticos e Acadêmicos de Farmácia, bem como demais profissionais da saúde e população em geral. Acontecerá no auditório do CRF-MT em Cuiabá, com início ás 19:30h. A organização pede a doação de 1kg de alimento não perecível, como taxa de inscrição.
Muitas são as dúvidas de todos sobre esses dois temas, então as Entidades Representativas dos Farmacêuticos e também dos Empresários do Comércio Farmacêutico, se reuniram e organizaram conjuntamente essas palestras, onde teremos como Palestrante o Dr. Marco Aurélio Pereira, Farmacêutico Coordenador Geral de Gestão do Departamento de Assistência Farmacêutica (DAF). O DAF é ligado à Secretaria de Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos do Ministério da Saúde. Também virá como palestrante, a Dra. Melissa Borges de Faria que também é do Ministério da Saúde!
Esses são mais eventos gratuitos realizados pelas Entidades, buscando trazer esclarecimentos e conhecimentos para todos os Farmacêuticos e Empresários ligados ao ramo Farmacêutico.
Os apoiadores dos eventos são: Ministério da Saúde, Governo Federal, FENAFAR e DISNAT.
Informações:
Sinfar-MT - (65) 3621-4560
Sincofarma-MT (65) 3321-0110
CRF-MT - (65) 3619-5200
Contamos com a presença de todos! Venha e participe!
 
 
 Seminário "Dispensação: realidade e necessidade de mudanças"

 
 
Local: Auditório da Universidade Anhembi Morumbi
Rua Casa do Ator, 275 - Vila Olímpia - São Paulo/SP
8h30Credenciamento
9hAbertura
9h30Lançamento: Fascículo de Dispensação e Novo Selo Farmácia Estabelecimento de Saúde
Ministrante: Dr. Antônio Geraldo
Conselheiro do CRF-SP e coordenador do Grupo Farmácia Estabelecimento de Saúde
10hPalestra: Dispensação - Responsabilidade Civil e Direito do Consumidor
Ministrante: Advogado especialista em direito do consumidor
10h50Intervalo
11h10Palestra: Dispensação x Venda de Medicamentos
Ministrante: Dr. Pedro Eduardo Menegasso
Presidente do CRF-SP
12hAlmoço
13h30Painel: Dispensação: realidade e necessidade de mudanças

Participantes:
Dra. Maria Eugênia C. Cury
Chefe do Núcleo de Gestão do Sitema Nacional de Notificação e Vigilância Sanitária da Anvisa

Dr. Alexandre Corrêa dos Santos
Vice-Presidente da Feifar

Sr. Natanael Aguiar Costa
Presidente do Sincofarma

Sr. Serafim Branco Neto
Assessor da Abrafarma
Dr. Rogério Lopes Junior Conselheiro da Febrafar

Representante do CFF (a confirmar)
Dr. Ronald Ferreira dos Santos
Presidente Fenafar

Dr. Marco Aurélio Pereira Representante do Departamento de Assistência Farmacêutica do MS
Representante do CRF-SP

Provocador: jornalista Eduardo Barão
17hEncerramento
Evento gratuito. Solicitada doação de uma lata de leite em pó ou um pacote de fralda geriátrica.
Contato : (11) 3067-1462 / 1468

Livro trata da dinâmica do sistema produtivo da saúde.


Saúde: espaço de nexos entre direito social e dinamismo econômico
 
Texto de: Fernanda Marques
"Para que, no futuro desejado, conforme-se no Brasil um sistema de saúde universal, integral e equânime, o Estado deve ter um papel decisivo na articulação das duas dimensões da saúde: a social e a econômica. É o que defendem os autores do livro A Dinâmica do Sistema Produtivo da Saúde: inovação e complexo econômico-industrial, lançamento da Editora Fiocruz. Um Complexo Econômico-Industrial da Saúde (CEIS) frágil não atende às exigências de elevação da competitividade brasileira no cenário internacional. Mas não é só isso: essa fragilidade afeta sobremaneira a capacidade de resposta às necessidades sanitárias da população. “Gostaríamos que esta publicação se configurasse, sobretudo, como um convite para o debate e para o fortalecimento deste campo científico, com um padrão de desenvolvimento que articule, ao mesmo tempo, o dinamismo econômico com os direitos sociais e a conformação de um Estado de bem-estar no Brasil”, diz o secretário de Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos do Ministério da Saúde, Carlos A. Grabois Gadelha, coordenador do livro.
O livro apresenta a dinâmica dos investimentos no complexo produtivo da saúde, no mundo e no Brasil, analisando seus diferentes subsistemas: de base química e biotecnológica; de base mecânica, eletrônica e de materiais; e de serviços de saúde. Ao final, traz uma síntese analítica e discute políticas para o desenvolvimento do CEIS. Este é formado por indústrias farmacêuticas (de fármacos, medicamentos, vacinas, hemoderivados e reagentes para diagnósticos), industrias de equipamentos médicos e insumos, e setores de prestação de serviços (hospitais, ambulatórios e serviços de diagnósticos e tratamentos). Além dos segmentos industriais e de serviços, o CEIS reúne também o Estado, instituições de ciência e tecnologia, agências de regulação, a sociedade civil organizada e a população.

Essa multiplicidade de atores é um reflexo das peculiaridades da saúde, área que congrega alto potencial de geração de conhecimentos científicos, importante base econômica, consumo de massa e destacada presença do Estado na regulação e na promoção de atividades de inovação. A saúde responde por cerca de 20% do gasto mundial com atividades de pesquisa e desenvolvimento (P&D). Entretanto, 96% desse gasto ocorrem nos países de renda alta: os restantes 4% se dividem entre todos os demais países, inclusive o Brasil. Outra diferença é o perfil do gasto: nos países desenvolvidos, ele vem, sobretudo, das empresas, o que não se verifica no Brasil. Aqui, apesar da crescente produção científica de circulação internacional e da significativa formação de doutores e recursos humanos em saúde, o baixo comprometimento do setor empresarial com as atividades de P&D enfraquece o Ceis.
Como consequência, acentua-se no país o déficit comercial em saúde, que chegou a US$ 10 bilhões em 2011, sobretudo em produtos de maior densidade tecnológica. “A reduzida inserção empresarial nas atividades produtivas de maior densidade tecnológica e nas atividades de P&D e de inovação torna vulneráveis tanto a competitividade do sistema produtivo quanto a política nacional de saúde e a perspectiva de um sistema de proteção social universal”, argumentam os autores. Essa vulnerabilidade se torna mais evidente ao considerar que, no Brasil, enquanto o gasto em P&D é feito, principalmente, pelo Estado, o gasto em saúde é, predominantemente, privado.
Na maior parte dos países Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), o gasto público responde, em média, por 71% do gasto total em saúde. No Mercosul, esse percentual é de 55,6% e, no Brasil, especificamente, ele cai ainda mais, para 44%. Este dado revela uma inconsistência em relação aos preceitos do Sistema Único de Saúde (SUS). Reforça também a necessidade de um acentuado aumento do financiamento público dos serviços de saúde e, ao mesmo tempo, do fortalecimento da base produtiva nacional – afinal, conforme defendido no livro, as bases industriais e de serviços estão fortemente interligadas.
Identifica-se, pois, uma dupla fragilidade: por um lado, a base produtiva nacional da saúde está assentada em produtos e processos de menor densidade tecnológica; por outro, parcela expressiva da população não tem acesso a bens e serviços de saúde. E esse quadro pode ainda se agravar, visto que a dinâmica demográfica e epidemiológica aponta para transformações nas necessidades de saúde. O envelhecimento da população e o aumento da prevalência de doenças crônico-degenerativas criam novas demandas para a área da saúde, com impacto sobre sua base produtiva.
Responder a essas demandas é um desafio, sobretudo em um mercado global altamente competitivo, marcado por aquisições e fusões de grandes empresas, que dominam a biotecnologia e outros segmentos intensivos em tecnologia. O desafio, contudo, vem acompanhado por oportunidades para que o Brasil fortaleça seu complexo produtivo da saúde, uma vez que se observam: a tendência de crescimento do mercado nacional e do mercado público; a existência de um parque de bens industriais e de serviços instalado no país; o ambiente político favorável; o ambiente regulatório relativamente organizado; e uma base científica avançada no campo da saúde.

Para aproveitar essas oportunidades, é necessário pautar ações de longo prazo para o desenvolvimento do CEIS em perspectiva estratégica. Nesse sentido, os autores comentam ações como o novo Profarma (Programa de Apoio ao Desenvolvimento da Cadeia Produtiva Farmacêutica); os Fundos Setoriais e os mecanismos de subvenção econômica para fomento às atividades de C&T nas empresas; o programa Mais Saúde; as mudanças do marco regulatório no âmbito do Grupo Executivo do Complexo Industrial da Saúde; o avanço normativo na Anvisa; e a atuação do Grupo Interministerial de Propriedade Intelectual, entre outras.
Reconhecendo que a tensão entre o interesse privado e o público, inerente ao capitalismo, se expressa de modo incisivo no desenvolvimento do CEIS, o livro reafirma a necessidade de políticas e ações que estabeleçam nexos entre as dimensões econômica e social da saúde. Além de Carlos A. Grabois Gadelha, assinam a obra José Maldonado, Marco Vargas, Pedro R. Barbosa e Laís Silveira Costa, todos pesquisadores do Grupo de Inovação em Saúde da Escola Nacional de Saúde Pública (Ensp/Fiocruz). O livro, elaborado no âmbito da Fiocruz, representa uma versão revista e atualizada da análise sobre o complexo produtivo da saúde que integrou o projeto Perspectivas de Investimento no Brasil, desenvolvido pela UFRJ e Unicamp, em parceria com o BNDES."
 

quinta-feira, 22 de novembro de 2012

A coxinha virou remédio?



Matéria publicada na revista exame (www.exame.com).
Escrita por Márcio Kroehn (marcio.kroehn@abril.com.br)

Só no Brasil: A coxinha virou remédio?
Revista Exame - 15/10/2012


Prolifera nos tribunais de rodo o país uma nova modalidade de demanda — os processos que exigem do sistema público de saúde o pagamento de dietas especiais para o tratamento de doenças. Ocorre que boa parte deles é questionável. Dos 241 processos da área da saúde que estão em julgamento, quase 10% são de terapias alimentares, no mínimo, esquisitas. Em Minas Gerais, uma dessas ações condenou a Secretaria Estadual de Saúde a pagar — e a entregar em domicílio — uma porção diária de coxinhas ao reclamante que venceu a causa. O juiz se baseou na receita médica anexada aos autos, que apenas indicava a dieta, sem explicá-la, e nâo considerou válido o argumento do advogado da secretaria de que a gordura do quitute, na verdade, prejudicaria a saúde do paciente. A porção custa 500 reais mensais ao governo mineiro. Para o país, a conta com as dietas especiais é indigesta: 30 milhões de reais por ano.

sábado, 17 de novembro de 2012

Dicas de filmes para profissionais de saúde - Parte VII

E a saga continua. Até o momento, este humilde blog já recomendou 27 filmes que todos os profisionais de saúde deveriam assistir. Temos recebido sugestões e comentários de alguns que assistiram algum dos filmes.
Caso queira ver os outros filmes, visite o Blog do Marco Aurélio, acessando ao lado direito o marcador Dicas de Filmes, ou acesse: http://marcoaureliofarma.blogspot.com.br/search/label/Dicas%20de%20filmes
 
Abaixo, mais  dois filmes....espero que curtam:


DECISÕES EXTREMAS - Extraordinary Measures

Extraordinary Measures é uma trama baseada em fatos reais que conta o drama de John Crowley (Brendan Fraser), um homem que desafia a sabedoria convencional e as probabilidades, e arrisca o futuro de sua família ao buscar a cura da doença congênita que ameaça a vida de seus filhos.
Com o apoio incondicional de sua mulher, Aileen Crowley (Keri Russell), eles procuram a todo custo uma cura para a doença dos filhos. Eles encontram uma esperança ao conhecer o brilhante e excêntrico cientista Dr. Stonehill (Harrison Ford).
Juntos eles fundam uma empresa bio-tech focada em desenvolver uma droga que salve a vida das crianças e que prove que as teorias do cientista estavam certas.
"Eles tinham tudo a perder, então arriscaram tudo."
Um filme que mostra que não podemos esperar por um milagre... precisamos fazer um.



Sinopse e imagem extraídas de: http://refilmagem.com.br/filme/decisoes-extremas


SEM LIMITES

Há anos o escritor Eddie Morra (Bradley Cooper) esta sofrendo um bloqueio criativo. Quando um velho amigo lhe apresenta um remédio revolucionário sua vida muda instantaneamente. Com o remédio Eddie passa a usar 100% do seu cérebro. Ele consegue lembrar de tudo que já leu, ouviu ou viu em toda sua vida. Aprende línguas, faz cálculos, consegue ler e escrever muito rapidamente. Porém para que tudo isto ocorra ele precisa tomar o remédio todo dia. Em poucas semanas Eddie vira o rei de Wall Street chamando a atenção do mega empresário Carl Van Loon (Robert De Niro) que o contrata para fechar um dos maiores negócios da história. Tendo se tornado uma pessoa perfeita ele agora passará a viver sem limites.



Snopse e imagem extraídas de: http://refilmagem.com.br/filme/sem-limites

Avanços no tratamento do Diabetes no SUS

"Paciente com diabetes no Brasil gasta R$ 5,9 mil por ano com tratamento"

Publicado no dia 16/11/2012 - Brasil Econômico

Jornalista: Érica Ribeiro (eribeiro@brasileconomico.com.br)


Gastos públicos com internações em 2011 foram de R$ 89,3 mi; no primeiro semestre de 2012, R$ 43,4 mi


Os caminhos para a prevenção do diabetes e o tratamento da doen ça estão mais eficazes, mas ainda há um longo caminho a percorrer. O Dia Mundial do Diabetes foi lembrado na última quarta feira e, segundo levantamento do Ministério da Saúde, houve uma estabilização decorrente do diabetes. O estudo mostrou que nos primeiros semestres dos anos de 2010 a 2012, a média de hospitalizações foi de 72 mil, número visto como um avanço pelo ministério por conta do crescimento do acesso a medicamentos gratuitos e ampliação dos cuidados de atenção básica no país. Um estudo da médica Luciana Bahia, do depar tamento de Farmacoeconomia da Sociedade Brasileira de Diabetes, chamado Escudi Estudo de Custos do Diabetes, aponta que o envelhecimento da população e o aumento do diabetes no mundo são algumas das causas do impac to econômico provocado pela doença, que, por sua vez, exige maior demanda por tratamento. Para o estudo, realizado em 2007, foram ouvidos mil pacientes adultos em oito cidades brasileiras, do ponto de vista do tratamento am bulatorial, ou seja, medicamentos, tiras reagentes, insulina, exa mes e consultas

"O dado per capita por ano era de RS 2.900 em 2007 e, atua lizados para 2012, levando em conta a inflação no período, verificamos que este custo subiu para RS 5.200 por ano por pessoa no Brasil, tomando por base o atendimento via Sistema Único de Saúde (SUS). Já no sistema privado, o paciente gasta R$ 12 mil por ano por pessoa", explica Luciana Bahia.

Ela ressalta que quando há complicações decorrentes da doença, o gasto quase triplica no SUS. Em 2012, segundo ela, o Ministério da Saúde gastou só com insulina R$ 15 milhões.

"O programa de assistência ao diabético na farmácia popular é grandioso. O Brasil é o maior comprador de insulina do mundo. É uma doença que tem um alto impacto económi co, clínico e social. O paciente morre mais cedo, se aposenta mais cedo e todos estes aconte cimentos geram impactos eco- nômicose familiares", acrescen ta a médica.

A oferta de medicamentos gratuitos por meio do programa Saúde Não Tem Preço começou em fevereiro de 2011. Desde o início do programa, 4,1 milhões de pessoas foram beneficiadas com medicamentos para trata mento do diabetes sem gastos. O ministério também levantou dados sobre o custo com inter nações por diabetes, no período de 2010 ao primeiro semestre de 2012. Somente com interna ções, os gastos públicos em 2010 foram de R$ 83,2 milhões e, em 2011, R$ 89,3 milhões e nos seis primeiros meses de 2012, os custos ficaram em RS 43,4 milhões. O ministério in formou que os gastos do gover no federal com a doença não podem ser mensurados somente com esses números, uma vez que há também um forte investi mento na Atenção Básica.

Segundo o presidente da Sociedade Brasileira de Diabetes, Balduíno Tschiedel, o Brasil tem avançado bastante nos investimentos em saúde, mas ainda destinamos menos de 9% do Produto Interno Bruto (PIB) para este fim. Ele elogiou algumas iniciativas governamentais como o programa Saúde Não Tem Preço. Mas diz que estas e outras iniciativas ainda esbarram na falta de capilaridade para que os resultados sejam ainda mais eficientes: "O programa do governo de acesso a medicamentos veio em boa hora e ajuda em muito portadores de doenças crônicas como o diabetes. Mas ainda há muito caminho pela frente no que diz respeito à capilaridade do sistema. Mas não podemos deixar de elogiar iniciativas do ministério, sobretudo ao diabetes tipo 2".

sexta-feira, 9 de novembro de 2012

Médico receita cadeados para mulher conseguir emagrecer na BA



NELSON BARROS NETO
DE SALVADOR
 
"Cadialina". Esse foi o "medicamento" indicado por um médico para uma dona de casa de Salvador combater dores no fígado e conseguir emagrecer.
 
A paciente, Adriana Santos, 33, diz que, ao perguntar sobre onde encontraria o remédio, o médico José Soares Menezes recomendou que ela procurasse um ferreiro e comprasse seis cadeados.
 
"Um para a sua boca, outro para a geladeira, outro para o armário, outro para o freezer, outro para o congelador e outro para o cofre de casa", relata a mulher, que diz ter 1,53 m de altura e 100 kg.
 
 O caso ocorreu na semana passada em um posto móvel da Fundação José Silveira (conveniada à Secretaria de Saúde da Bahia) no bairro do Uruguai, onde Adriana mora, na periferia de Salvador.
Procurado, o médico limitou-se a responder: "Só usei uma linguagem figurada".
 
A fundação reconhece que houve a consulta e afirma que iniciará uma investigação.
 
O Conselho Regional de Medicina da Bahia recebeu ontem a queixa da dona de casa e prometeu abrir uma sindicância para apurar se houve infração ao código de ética da profissão.
 
Adriana disse ter contado que não poderia fazer uma cirurgia de redução do estômago. O médico, de acordo com ela, afirmou que sua filha chegou a realizar o procedimento, mas, como continuou sem fazer regime, acabou engordando novamente.
 
"Ele ainda falou que, se eu não quisesse os cadeados, o jeito seria fazer jejum em quatro dias da semana. E, nos outros três, só beberia água."
 
Em entrevista à TV Itapoan, afiliada da Rede Record no Estado, Menezes negou a segunda situação. O médico pediu desculpas "se foi mal interpretado" por Adriana.
 
"É uma paciente que tem compulsão por alimento. Infelizmente, ela vive numa comunidade que não tem capacidade de abstrair as coisas", afirmou o médico à TV.
 
A paciente afirmou que não aceita o pedido de desculpas de Menezes e que já teve consulta com outro médico, que pediu exames.
 

Publicado no site da uol (www.uol.com.br) no dia 09/11/12 . Reportagem Folha de São Paulo, disponível no site: http://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/1182720-medico-receita-cadeados-para-mulher-conseguir-emagrecer-na-ba.shtml

terça-feira, 6 de novembro de 2012

Laboratórios criam ações diferentes para atrair consumidor

Restrições da Anvisa e concorrência acirrada dos genéricos fazem com que indústria farmacêutica lance mão da criatividade para desenvolver ações inusitadas.

Rio de Janeiro - As restrições impostas pela Anvisa para a divulgação de medicamentos e a concorrência acirrada dos genéricos vêm fazendo com que as indústrias farmacêuticas lancem mão de ações diferenciadas para divulgar seus produtos e atrair o consumidor. Muito mais que trabalhar os pontos de venda e os profissionais, os laboratórios desenvolvem ações que têm como foco a diversão e a promoção da saúde.
 
Para buscar a diferenciação, as companhias vêm usando as plataformas digitais para ideias inusitadas que vão desde a restauração de fotos, feita para a marca Nebacetin, do Laboratório Takeda, até apagar posts do Facebook e Twitter, papel desempenhado pelo “Dor de Balada”, aplicativo de Dorflex. A ideia é descentralizar o trabalho de divulgação dos balcões das farmácias, espaço trabalhado massivamente pelos grandes fabricantes de medicamentos genéricos.
 
Uma das indústrias que foi buscar no ineditismo uma forma de divulgar seus produtos foi o Laboratório Takeda, fabricante dos medicamentos dermatológicos Nebacetin e Neba-Sept. O conceito trabalhado para a pomada é o de reparação da pele após ferimentos e, pensando nisso, a marca desenvolveu o aplicativo “O Restaurador”. Por meio da ferramenta, internautas podem ter suas fotografias antigas restauradas. O usuário do serviço pode interagir acompanhando o andamento do trabalho.
 
A ideia do Laboratório Takeda foi alinhar a estratégia com o conceito do produto e envolver o consumidor pelo emocional. “Precisamos ter um marketing diferenciado porque lidamos com saúde e com padrões cada vez mais restritos da Anvisa. Isso nos exige criatividade para seguir caminhos diferenciados para atrair o consumidor. Com Nebacetin, esse é o segundo ano que atuamos com a proposta de interação e, como o medicamento é voltado para a família, nada melhor que restaurar fotos antigas e recordações”, explica Juliana Tondin, Gerente de Marca OTC da Takeda.
 
 

Mudança de prazo para envio de currículos p/ processo seletivo QUALISUS-REDE

ATENÇÃO PARA NOVO COMUNICADO SOBRE O PROCESSO SELETIVO QUALISUS-REDE!!!!




Em razão da mudança no prazo para envio de currículos, do processo seletivo QUALISUS-REDE, informamos que apenas os currículos cadastrados e enviados a partir de hoje (5/11/2012), estarão aptos a participar do processo. Os currículos cadastrados antes desta data, deverão ser reenviados.
A informação está disponível em:
 

domingo, 4 de novembro de 2012

A história do diabetes

Neste mês, no dia 14 de novembro, é dia mundial do Diabetes. Tenha maiores informações no site: Dia Mundial do Diabetes (www.diamundialdodiabetes.org.br).
Para começarmos a tratar deste tema neste espaço, abaixo está um texto de autoria do Drauzio Varella, sobre a história do diabetes.


"Em 1500 antes de Cristo, médicos egípcios descreveram casos de pessoas que urinavam muito e emagreciam até a morte. Aretaeus, médico que viveu na Grécia entre os anos 80 e 138 d.C., criou o termo diabetes mellitus para fazer referência ao gosto adocicado da urina desses pacientes. Foi apenas em 1776 que Matthew Dobson desenvolveu um método para determinar a concentração de glicose na urina, livrando os médicos do dissabor de prová-la.
A doença, entretanto, só foi reconhecida como entidade clínica em 1812, ano da publicação do primeiro número de The New England Journal of Medicine, a revista mais lida pelos médicos de hoje. Nesse tempo, a fisiopatologia e a prevalência do diabetes na população eram desconhecidos. Como não existia tratamento específico, em semanas ou poucos meses depois do diagnóstico todos morriam.
No ano da Proclamação da República no Brasil, 1889, os alemães Oskar Minkowski e Joseph von Mering verificaram que a retirada do pâncreas de cachorros levava-os ao óbito por diabetes. Ficava demonstrado que a origem da doe­nça estava ligada ao pâncreas.
Em 1910, Edward Sharpey-Schafer levantou a hipótese de que o diabetes seria causado pela deficiência de uma única substância química, produzida no pâncreas pelas células das ilhotas de Langerhans. Por essa razão, ele a batizou com o nome de insulina, derivado da palavra latina insula (ilha).
Finalmente, em 1921, logo depois da Primeira Guerra Mundial e da epidemia de gripe espanhola, Frederick Banting e Charles Best publicaram a prova definitiva. Injetaram em cachorros diabéticos extratos de células das ilhotas de Langerhans retiradas do pâncreas de cachorros saudáveis, revertendo o quadro de diabetes.
Trabalhando com pâncreas bovino, em conjunto com John McLeod, eles em seguida purificaram a insulina, e foram os primeiros a tratar com sucesso um portador da doença. A partir desse caso, o uso de insulina disseminou-se pelos cinco continentes. Crianças com diabetes do tipo 1 (no qual o pâncreas para de produzir insulina), que iam a óbito logo depois do diagnóstico, puderam voltar à vida normal.
Essa talvez tenha sido a primeira demonstração de que a pesquisa básica poderia ser aplicada rapidamente em benefício da humanidade. O interesse despertado por ela provocou uma avalanche de estudos com a molécula de insulina, que proporcionaram a seus autores dez Prêmios Nobel e revolucionaram o estudo das proteínas e hormônios.
Em 1977, Ullrich e colaboradores descreveram na revista Science um método para inserir o gene da insulina humana em bactérias escravas, com o objetivo de obrigá-las a produzir essa substância em escala industrial. Essa técnica, que recebeu o nome de DNA recombinante, criou as bases da biotecnologia industrial.
A síntese de diversos medicamentos usados por via oral tornou o tratamento mais cômodo para muitos portadores de diabetes que não necessitam de aplicações de insulina. Seringas descartáveis e agulhas mais delicadas diminuíram o desconforto e as dores no local das injeções.
Neste ano, dois grupos publicaram estudos mostrando que a cirurgia bariátrica, para reduzir a massa corpórea em pacientes com excesso de peso, é mais eficaz no controle da glicemia do que o uso de medicamentos. Em muitos casos as remissões são tão prolongadas que, provavelmente, representam a cura da doença, conclusão surpreendente para uma enfermidade tradicionalmente considerada incurável.
Infelizmente, esses avanços no tratamento não refletem a realidade da saúde pública. Vivemos uma epidemia mundial de diabetes que se propaga de forma avassaladora, seguindo os passos da obesidade e da vida sedentária.
Somente no Brasil há 12 milhões de pacientes. Se esse número é assustador, mais ainda são as previsões: se continuarmos preguiçosos e engordando como os americanos, em 2050, cerca de 30% dos adultos sofrerão de diabetes. Acima dos 65 anos, a proporção chegará a 50%.
 

quinta-feira, 1 de novembro de 2012

Processo seletivo para trabalhar com o Projeto QualiSUS-Rede

Após essa postagem ser publicada, houve alteração no prazo do envio de currículos. . Atente-se para as novas datas. Quem já enviou o currículo, deve enviá-lo novamente entre as datas descritas abaixo.
Leia mais em: http://marcoaureliofarma.blogspot.com.br/2012/11/mudanca-de-prazo-para-envio-de.html .

O Departamento de Assistência Farmacêutica e Insumos Estratégicos (DAF/SCTIE/MS), por meio da Coordenação Geral de Assistência Farmacêutica Básica (CGAFB/DAF/SCTIE/MS) – e em parceria com o Departamento de Economia da Saúde, Investimento e Desenvolvimento (DESID/MS) – apresentou e aprovou, junto ao Banco Mundial, a "Proposta de Intervenção Sistêmica da  Assistência Farmacêutica nas Redes de Atenção à Saúde das regiões selecionadas no Projeto QUALISUS-REDE". O projeto visa qualificar a gestão da Assistência Farmacêutica destas regiões, por meio da formação profissional, informatização das Unidades de Saúde e utilização do Sistema Nacional de Gestão da Assistência Farmacêutica (HÓRUS), como um dos instrumentos de gestão e qualificação do cuidado nas Redes de Atenção à Saúde.

Dentre seus objetivos específicos, destacam-se:

a) Realizar diagnóstico situacional “in loco” das regiões do Projeto QualiSUS-Rede.

b) Capacitar os profissionais envolvidos na Assistência Farmacêutica, das regiões do Projeto QualiSUS-Rede, por meio de cursos na modalidade de ensino à distância, com enfoque na gestão e utilização do HÓRUS.

c) Fomentar a implantação e utilização do Sistema Nacional de Gestão da Assistência Farmacêutica (HÓRUS).

d) Apoiar o planejamento e a organização dos serviços da Assistência Farmacêutica para implementação de um modelo de RAS piloto.

e) Realizar o monitoramento e avaliação do projeto de intervenção.

Nesse sentido, solicitamos a todos os parceiros ampla divulgação desse processo seletivo que será realizado pela Fiotec.

Atenciosamente,

Karen Sarmento Costa
Coordenadora-Geral de Assistência Farmacêutica Básica (CGAFB/DAF/SCTIE/MS)
 
Os cargos são:

Supervisor Técnico em Assistência Farmacêutica
 
Vagas disponíveis: 1 vaga

Perfil:

O profissional deverá possuir graduação em Farmácia, com pós-graduação, no mínimo especialização (Lato Sensu), em Assistência Farmacêutica e/ou na área da Saúde Coletiva/Pública e/ou na área de Gestão Pública para o Sistema Único de Saúde, experiência de no mínimo 10 (dez) anos nas ações de Assistência Farmacêutica e disponibilidade para viajar por todas as regiões brasileiras.


Prazo do Contrato:

18 meses.

Pagamento:

O valor estimado da prestação de serviço é de R$ 6,1 mil ao mês, em regime de Bolsa.O prazo para o cadastramento do currículo é até o dia 06/11(a nova data é de 05/11/12 a 10/11/12 )

Apoiador Técnico Regional em Assistência Farmacêutica

Vagas Disponíveis: 15 vagas

Perfil:

O profissional deverá possuir graduação em Farmácia, com pós-graduação, no mínimo especialização (Lato Sensu), em Assistência Farmacêutica e/ou na área da Saúde Coletiva/Pública, experiência de no mínimo 3 (três) anos nas ações de Assistência Farmacêutica e disponibilidade para viajar por todas as regiões brasileiras.

Prazo do Contrato:

18 meses.

Pagamento:

O valor estimado da prestação de serviço é de R$ 6,1 mil ao mês, em regime de Bolsa. O prazo para o cadastramento de currículo é até o dia 11/11 (a nova dta é de 05/11/12 a 15/11/12 ).


Para maiores informações, acesse: