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sexta-feira, 27 de novembro de 2015

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quarta-feira, 25 de novembro de 2015

Portaria aprova Diretrizes da Assistência Farmacêutica no Subsistema de Atenção à Saúde Indígena.

PORTARIA Nº 1.800, DE 9 DE NOVEMBRO DE 2015



O MINISTRO DE ESTADO DA SAÚDE, no uso das atribuições que lhe conferem os incisos I e II do parágrafo único do art. 87 da Constituição, e
considerando a Lei nº 8.080, de 19 de setembro de 1990, que dispõe sobre as condições para a promoção, a proteção e a recuperação da saúde, a organização e o funcionamento dos serviços correspondentes e dá outras providências;
considerando o Decreto nº 3.156, de 27 de agosto de 1999, que, dentre outras providências, dispõe sobre as condições da assistência à saúde dos povos indígenas, no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS);
considerando o Decreto nº 7.508, de 28 de junho de 2011, que dispõe sobre a organização do SUS, o planejamento da saúde, a assistência à saúde e a articulação interfederativa;
considerando a Portaria nº 3.916/GM/MS, de 30 de outubro de 1998, que aprova a Política Nacional de Medicamentos, que tem como uma de suas diretrizes a adoção de relação de medicamentos essenciais;
considerando a Portaria nº 254/GM/MS, de 31 de janeiro de 2002, que aprova a Política Nacional de Atenção à Saúde dos Povos Indígenas;
considerando a Portaria nº 399/GM/MS, de 22 de fevereiro de 2006, que divulga o Pacto pela Saúde 2006 - Consolidação do SUS e aprova as Diretrizes Operacionais do referido Pacto;
considerando a Portaria nº 204/GM/MS, de 29 de janeiro de 2007, que regulamenta o financiamento e a transferência dos recursos federais para as ações e os serviços de saúde, na forma de blocos de financiamento, com o respectivo monitoramento e controle;
considerando a Portaria nº 533/GM/MS, de 28 de março de 2012, que estabelece o elenco de medicamentos e insumos da Relação Nacional de Medicamentos Essenciais (RENAME) no âmbito do SUS;
considerando a Portaria nº 1.554/GM/MS, de 30 de julho de 2013, que dispõe sobre as regras de financiamento e execução do Componente Especializado da Assistência Farmacêutica no âmbito do SUS;
considerando a Portaria nº 1.555/GM/MS, de 30 de julho de 2013, que dispõe sobre as normas de financiamento e de execução do Componente Básico da Assistência Farmacêutica no âmbito do SUS;
considerando a Resolução nº 338/CNS/MS, de 6 de maio de 2004, que aprova a Política Nacional de Assistência Farmacêutica, que define a garantia de acesso às ações de saúde, incluindo a Assistência Farmacêutica;
considerando a Resolução nº 1/CIT, de 17 de janeiro de 2012, que estabelece as diretrizes nacionais da Relação Nacional de Medicamentos Essenciais (Rename) no âmbito do SUS;
considerando que a política de gestão da atenção à saúde para os povos indígenas é de responsabilidade do Ministério da Saúde, como gestor do SUS, por intermédio da Secretaria Especial de Saúde Indígena (Sesai/MS);
considerando que cabe ao Ministério da Saúde a organização da atenção integral à saúde dos povos indígenas, no âmbito nacional, conjuntamente com Estados e Municípios, respeitando as especificidades étnicas e culturais, garantindo o acesso das comunidades indígenas ao SUS, compreendendo a atenção primária, secundária e terciária à saúde, por meio dos mecanismos já existentes de financiamento e da reestruturação da política de incentivos;
considerando a necessidade de garantia da atenção integral à saúde dos povos indígenas com a participação dos vários órgãos de gestão do SUS e das várias instâncias de controle social no SUS, levando-se em consideração a organização e a hierarquização da rede assistencial; e
considerando a necessidade de estruturação e de organização dos serviços do Subsistema de Atenção à Saúde Indígena (SASISUS) executado pelos Distritos Sanitários Especiais Indígenas (DSEI/Sesai/MS), especialmente as ações de Assistência Farmacêutica voltada para a comunidade indígena, resolve:
CAPÍTULO I
DAS DISPOSIÇÕES GERAIS
Art. 1º - Esta Portaria aprova as Diretrizes da Assistência Farmacêutica no Subsistema de Atenção à Saúde Indígena (SASISUS).
CAPÍTULO II
Art. 2º - As Diretrizes da Assistência Farmacêutica no SASISUS partem dos seguintes princípios:
I - promoção, proteção e recuperação da saúde, tanto individual como coletiva, tendo o medicamento como insumo essencial e visando o seu acesso e uso racional;
II - consideração das necessidades e realidades epidemiológicas de cada Distrito Sanitário Especial Indígena (DSEI/Sesai/MS) e orientação para a garantia dos medicamentos da atenção básica à população;
III - valorização e incentivo das práticas de saúde tradicionais dos povos indígenas que envolvam o conhecimento, o uso de plantas medicinais e demais costumes tradicionais utilizados no tratamento de doenças e outros agravos à saúde, articulando-as com as demais ações de saúde dos DSEI/Sesai/MS;
IV - garantia da autonomia dos povos indígenas quanto à realização ou autorização de levantamentos e divulgação dos hábitos e costumes tradicionais, conhecimentos e práticas terapêuticas, com promoção do respeito às diretrizes, políticas nacionais e legislação relativa aos recursos genéticos, bioética e bens imateriais das sociedades tradicionais, como forma de preservação da cultura dos povos indígenas; e
V - execução diferenciada das ações da assistência farmacêutica, através do reconhecimento das especificidades étnicas e culturais dos povos indígenas e seus direitos territoriais.
CAPÍTULO III
Art. 3º - As Diretrizes da Assistência Farmacêutica no SASISUS possuem os seguintes eixos estratégicos:
I - Descentralização da Gestão;
II - Recursos Humanos;
III - Instalações Físicas;
IV - Sistema de Informação; e
V - Promoção do Uso Racional de Medicamentos.
Seção I
Art. 4º - No Eixo da Descentralização da Gestão, compete:
I - à Sesai/MS:
a) coordenar e apoiar a organização da assistência farmacêutica no SASISUS;
b) garantir recursos financeiros aos DSEI/Sesai/MS para a organização e estruturação dos serviços em assistência farmacêutica; e
c) apoiar e participar, junto aos DSEI/Sesai/MS, dos processos de negociação com os Estados e Municípios para definição e pactuação da rede de referência da atenção à saúde indígena, inclusive a assistência farmacêutica;
II - aos DSEI/Sesai/MS:
a) organizar suas redes de serviços de atenção básica de forma a promover o acesso dos povos indígenas aos medicamentos; e
b) definir procedimentos de referência e contrareferência com a rede de serviços do SUS para promover o acesso aos medicamentos que não estejam padronizados no componente básico da assistência farmacêutica do Elenco Nacional de Medicamentos da Saúde Indígena vigente, com o objetivo de possibilitar os atendimentos de média e alta complexidade aos povos indígenas; e
III - aos postos de saúde localizados nas aldeias e aos PolosBase: ser a primeira referência para os atendimentos às comunidades indígenas, devendo a maioria dos agravos à saúde, cujos tratamentos dependam de medicamentos da atenção básica, serem resolvidas nesse nível.
§ 1º - As redes de serviço dos DSEI/Sesai/MS, integradas, hierarquizadas e articuladas com a rede do SUS, possibilitarão o desenvolvimento das ações de assistência farmacêutica no nível local.
§ 2º - Na hipótese do inciso III, as demandas que não forem atendidas no grau de resolutividade dos postos de saúde e Polos-Base serão referenciadas para a rede de serviços do SUS, de acordo com a realidade de cada DSEI/Sesai/MS.
§ 3º - O alinhamento com a política de assistência farmacêutica do SUS e a articulação com os Estados e Municípios devem permitir o fornecimento de medicamentos dos componentes estratégico e especializado aos povos indígenas.
Seção II
Art. 5º - No Eixo de Recursos Humanos, compete aos DSEI/Sesai/MS, em articulação com a Sesai/MS e com os gestores estaduais e municipais do SUS, realizar ações no sentido de promover o desenvolvimento, formação, valorização, fixação e capacitação de recursos humanos que atuem na assistência farmacêutica, para qualificação do serviço, observado o seguinte:
I - a capacitação dos recursos humanos para a saúde indígena deverá ser priorizada como instrumento fundamental de adequação das ações dos profissionais e serviços de saúde do SUS às especificidades da atenção à saúde dos povos indígenas e às realidades técnicas, legais, políticas e de organização dos serviços;
II - serão promovidos cursos de atualização, aperfeiçoamento e especialização para gestores e profissionais que lidam com a assistência farmacêutica no SASISUS;
III - será levada em consideração a atuação em contexto intercultural para a preparação de recursos humanos;
IV - o contínuo desenvolvimento e capacitação do pessoal envolvido nos diferentes planos, programas e atividades que operacionalizam a assistência farmacêutica no SASISUS deverão configurar mecanismos de articulação intersetorial, de modo que os DSEI/Sesai/MS e o nível central possam dispor de recursos humanos em qualidade e quantidade, cujo provimento, adequado e oportuno, é de responsabilidade tanto da Sesai/MS como dos próprios DSEI/Sesai/MS; e
V - Poderão Ser Empregados Profissionais para Auxiliar nas Atividades e Ações de Assistência Farmacêutica dos Dsei/Sesai/Ms, de Forma a Contribuir com a Qualidade dos Serviços de Saúde Prestados.
Seção III
Art. 6º - No Eixo das Instalações Físicas, os DSEI/Sesai/MS, apoiados pela Sesai/MS, organizarão as instalações físicas da assistência farmacêutica de forma a obedecer às exigências e critérios legais, sanitários e de segurança, de modo a não afetar a identidade, qualidade, integridade e, quando for o caso, a esterilidade dos medicamentos.
§ 1º - Nos planos e planejamentos dos DSEI/Sesai/MS, recursos financeiros deverão estar previstos para aquisição, construção ou reforma de imóveis destinados para serem as instalações físicas da assistência farmacêutica.
§ 2º - A estruturação das instalações físicas, incluindo a disponibilização de materiais de informática nas Centrais de Abastecimento Farmacêutico (CAF) e farmácias, deve permitir a integração dos serviços e o desenvolvimento das ações de assistência farmacêutica, permitindo, dessa forma, a garantia da qualidade dos medicamentos, o atendimento humanizado e a efetiva implantação de ações capazes de promover a melhoria das condições de assistência à saúde indígena.
Seção IV
Art. 7º - No Eixo do Sistema de Informação será adotado um sistema que permita o planejamento, o acompanhamento da aplicação dos recursos financeiros, o controle e avaliação, além de estabelecer o perfil de prescrição e de dispensação de medicamentos nos DSEI/Sesai/MS, e que tenha as seguintes funcionalidades, dentre outras:
I - o controle de estoque;
II - a rastreabilidade dos medicamentos distribuídos, dispensados e remanejados; e
III - possibilitar as dispensações, o conhecimento do perfil de consumo, o acompanhamento do uso dos medicamentos e, ainda, a geração de dados para o desenvolvimento de indicadores de assistência farmacêutica para auxiliar no planejamento, avaliação e monitoramento das ações nessa área.
§ 1º - Fica instituído o Sistema Nacional de Gestão da Assistência Farmacêutica da Saúde Indígena (Hórus Indígena) como o sistema de informação oficial para a gestão da assistência farmacêutica na SASISUS.
§ 2º - O Hórus Indígena será implantado e alimentado de forma contínua nos DSEI/Sesai/MS, de forma a subsidiar o planejamento, o monitoramento e avaliação das ações e, assim, fortalecer a gestão da assistência farmacêutica do SASISUS.
§ 3º - A Sesai/MS, os DSEI/Sesai/MS, o Departamento de Assistência Farmacêutica da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos (DAF/SCTIE/MS) e o Departamento de Informática do SUS (DATASUS) deverão dar suporte ao Hórus Indígena e prover condições para seu o uso com rapidez e eficiência na operabilidade.
Seção V
Art. 8º - No Eixo da Promoção do Uso Racional de Medicamentos, compete aos DSEI/Sesai/MS:
I - dar especial destaque às ações educativas dos usuários acerca dos riscos da automedicação, da interrupção do tratamento, da troca do medicamento prescrito e outros problemas relacionados a medicamentos, bem como quanto à necessidade da apresentação da receita do profissional prescritor legalmente habilitado para o recebimento de medicamentos, sobretudo de fármacos sujeitos ao controle especial;
II - levar em consideração as especificidade culturais, inclusive as barreiras da língua, para as atividades educativas de promoção do uso racional de medicamentos aos usuários dos serviços do SASISUS;
III - desenvolver atividades educativas dirigidas aos profissionais prescritores dos medicamentos e aos dispensadores, incentivando as prescrições contendo fármacos que fazem parte do Elenco Nacional de Medicamentos da Saúde Indígena;
IV - incentivar e valorizar as práticas farmacológicas tradicionais indígenas que envolvam o uso de plantas medicinais; e
V - realizar ações de farmacovigilância, juntamente com as equipes multidisciplinares de saúde indígena, notificando os efeitos iatrogênicos e os desvios de qualidade dos medicamentos.
§ 1º - Os materiais técnicos, informativos, educativos ou didáticos deverão ser elaborados de forma a favorecer o entendimento por parte dos indígenas.
§ 2º - Para fins do disposto no inciso III, o farmacêutico deverá promover, junto às equipes multidisciplinares dos DSEI/Sesai/MS, ações, discussões e debates com os prescritores, sejam profissionais integrantes do SASISUS ou fora dele, acerca de alternativas terapêuticas que contemplem os medicamentos padronizados, caso as prescrições apresentem medicamentos não padronizados.
CAPÍTULO IV
DO PLANEJAMENTO DA ASSISTÊNCIA FARMACÊUTICA NO SASISUS
Seção I
Art. 9º - O planejamento das ações de assistência farmacêutica no SASISUS será iniciado por meio da realização de diagnóstico, cuja finalidade é conhecer a situação atual, além de identificar os fatores que interferem no desempenho das ações.
§ 1º - A Sesai/MS e os DSEI/MS, ao realizarem atividades de planejamento, deverão contar com a presença de uma equipe multidisciplinar, incluindo necessariamente a participação do profissional farmacêutico que, dispondo dos conhecimentos técnicos inerentes à profissão, contribuirá para o correto emprego dos recursos públicos e possibilitará o controle, o aperfeiçoamento contínuo e a avaliação permanente das ações e resultados obtidos.
Art. 10 - Os DSEI/Sesai/MS elaborarão o Plano de Ação, documento formulado a partir da identificação de problemas para os quais se elaboram objetivos, ações e atividades com o fim de resolvêlos, em conformidade com um Cronograma de Execução.
Parágrafo único - O Plano de Ação deverá possibilitar o conhecimento dos problemas internos e externos, evitar o improviso, estabelecer prioridades e proporcionar eficiência, eficácia e efetividade nas ações programadas na área de assistência farmacêutica.
Seção II
Art. 11 - Ato do Ministro de Estado da Saúde aprovará o Elenco Nacional de Medicamentos da Saúde Indígena, instrumento norteador da terapêutica medicamentosa no SASISUS.
§ 1º - A seleção de medicamentos que comporão o Elenco Nacional de Medicamentos da Saúde Indígena será baseada em critérios epidemiológicos, técnicos e econômicos, visando assegurar medicamentos seguros, eficazes e custo-efetivos, com a finalidade de racionalizar seu uso, harmonizar condutas terapêuticas, direcionar os processos de aquisição e formulação de políticas farmacêuticas.
§ 2º - Integrarão o Elenco Nacional de Medicamentos da Saúde Indígena aqueles medicamentos considerados básicos e indispensáveis para atender a maioria dos problemas de saúde da população indígena, segundo a situação epidemiológica da comunidade.
§ 3º - Os medicamentos que compõem o Elenco Nacional de Medicamentos da Saúde Indígena deverão estar contemplados no Componente Básico da Relação Nacional de Medicamentos (Rename) vigente.
Art. 13 - Fica instituído o Comitê de Farmácia e Terapêutica no âmbito da Sesai/MS, com a competência precípua de selecionar os medicamentos que compõem o Elenco Nacional de Medicamentos da Saúde Indígena.
§ 1º - Serão criados os Comitês Distritais de Farmácia e Terapêutica, que terão entre suas competências a elaboração e a revisão dos Elencos de Medicamentos Padronizados de cada DSEI/Sesai/MS, respeitadas as especificidades e necessidades locais.
Art. 14 - Para atender ao perfil epidemiológico local, bem como as sazonalidades das doenças em cada região, os DSEI/Sesai/MS poderão adotar relações de medicamentos específicos e complementares ao Elenco Nacional de Medicamentos da Saúde Indígena, desde que baseado no Componente Básico da Rename vigente.
Seção III
Art. 15 - Os DSEI/Sesai/MS, baseados no histórico de consumo, definirão as prioridades e as quantidades de medicamentos a serem adquiridas, levando em consideração:
I - o perfil epidemiológico local;
II - a população assistida;
III - o estoque atual;
IV - os serviços ofertados; e
V - os dados de consumo e de demanda não atendida.
§ 1º - Para fins do disposto neste artigo, deverão ser consolidadas e avaliadas as informações e os dados dos relatórios do sistema Hórus Indígena.
§ 2º - Os DSEI/Sesai/MS deverão definir as reais necessidades de medicamentos de forma a não superestimar ou subestimar as quantidades de medicamentos a serem adquiridas.
Art. 16 - Compete à Sesai/MS o acompanhamento e a avaliação da programação realizada pelos DSEI/Sesai/MS.
Seção IV
Art. 17 - Os processos de aquisição serão conduzidos a nível central pela Sesai/MS e, de forma a contemplar as necessidades e realidades epidemiológicas locais, pelos DSEI/Sesai/MS.
§ 1º - A aquisição de medicamentos pelos DSEI/Sesai/MS, por meios licitatórios próprios, dependerá de prévia autorização da Sesai/MS.
§ 2º - As aquisições de que tratam este artigo serão realizadas em estrita observância à legislação vigente para licitações da Administração Pública.
Seção V
Art. 18 - Os serviços dos DSEI/Sesai/MS deverão dispor de áreas suficientes de armazenamento dos produtos que possibilitem o estoque ordenado dos diferentes tipos de medicamentos e materiais, assegurando as condições adequadas para manutenção da integridade.
Parágrafo único - Dependendo dos tipos de produtos a serem armazenados e das condições de conservação exigidas, deve-se dispor de áreas específicas para estocagem de produtos de controle especial, tais como área para termolábeis, psicofármacos, imunobiológicos, inflamáveis, materiais médicos-hospitalares e outros produtos existentes.
Art. 19 - Os DSEI/Sesai/MS, com apoio da Sesai/MS, organizarão as instalações físicas da assistência farmacêutica nas unidades onde haja recebimento, armazenamento, distribuição e dispensação de medicamentos de forma a obedecer às exigências e critérios sanitários e de segurança, além de observar aos seguintes critérios:
I - estar estruturadas para propiciar a recepção, estocagem, conservação, guarda e controle de estoque de medicamentos;
II - estar localizadas em lugares de fácil acesso para o recebimento e distribuição dos medicamentos;
III - dispor de espaço suficiente para circulação e movimentação de pessoas, produtos, equipamentos e veículos;
IV - estar em condições adequadas de temperatura, ventilação, luminosidade e umidade; e
V - estar em conformidade com a conservação ambiental. Parágrafo único. Projetos de reformas ou de obras poderão ser elaborados, ficando a cargo da Sesai/MS a autorização da execução, respeitadas as questões orçamentárias.
Art. 20. As validades dos medicamentos serão monitoradas constantemente, de modo que informações sejam coletadas em tempo hábil para a tomada de decisões ou providências.
§ 1º - No caso de medicamento próximo ao vencimento, deverão ser priorizados os remanejamentos ou transferências entre os DSEI/Sesai/MS, na intenção de utilizar o produto na saúde indígena.
§ 2º - Os medicamentos de que trata o § 1º poderão ser disponibilizados a serviços pertencentes a outros órgãos, tais como Secretarias Municipal e Estadual de Saúde, hospitais, instituições filantrópicas ou entidades que prestam atendimentos de saúde à população.
§ 3º - Todos os casos de remanejamentos ou transferências deverão ser devidamente documentados e justificados.
Art. 21. Para o adequado descarte de resíduos de serviços de saúde, cabe aos DSEI/Sesai/MS elaborar e implantar Plano de Gerenciamento de Resíduos de Serviços de Saúde, conforme as normas vigentes.
Seção VI
Da Distribuição
Art. 22 - Os serviços de saúde dos DSEI/Sesai/MS deverão estar organizados para o suprimento de medicamentos às unidades de saúde em quantidade, qualidade e tempo oportuno.
§ 1º - A distribuição de medicamentos deve garantir rapidez e segurança na entrega, eficiência no controle e na informação.
§ 2º - Os fluxos de distribuição de medicamentos dos DSEI/Sesai/MS e Polos Base deverão ser estabelecidos de forma a permitir o acesso do indígena ao medicamento na aldeia.
§ 3º - Cabe à área de assistência farmacêutica do DSEI/Sesai/MS, juntamente com o setor de operações logísticas, o planejamento da distribuição com elaboração de cronograma de entrega, normas e procedimentos, além do acompanhamento e controle.
§ 4º - A periodicidade com que os medicamentos serão distribuídos às unidades de saúde indígena será definida pela assistência Farmacêutica do DSEI/Sesai/MS, e variará em função da programação, da capacidade de armazenamento e de suprimento, da demanda local, do tempo de aquisição, da disponibilidade de transporte e de recursos humanos, entre outros.
Art. 23 - A logística de distribuição levará em consideração as condições locais de transporte como, por exemplo, estradas e rios. Parágrafo único. Os meios de transporte utilizados atenderão às exigências e critérios sanitários e de segurança, de modo a não afetar a identidade, qualidade, integridade e, quando for o caso, a esterilidade dos medicamentos.
Seção VII
Da Dispensação
Art. 24 - Compete aos DSEI/Sesai/MS:
I - estabelecer os fluxos para a dispensação, devendo ser observado que somente poderá ser dispensado medicamento mediante apresentação de prescrição;
II - implantar serviço de atenção farmacêutica nos DSEI/Sesai/MS, priorizando grupos de pacientes acometidos com doenças crônicas e degenerativas como, por exemplo, diabetes e hipertensão; e
III - regularizar:
a) o responsável técnico farmacêutico perante o Conselho Regional de Farmácia do Estado no qual está localizada a unidade farmacêutica que presta serviços à comunidade indígena; e
b) as farmácias junto à Vigilância Sanitária local.
Art. 25 - O ato da dispensação, além da entrega do medicamento ao paciente, deverá englobar orientações quanto ao correto uso do medicamento, cuidados no uso, posologia, dosagem, duração do tratamento, indicações, contraindicações, benefícios, riscos, interação com alimentos ou outros fármacos, efeitos colaterais e conservação adequada do produto na moradia do indígena.
§ 1º - As informações transmitidas ao paciente indígena devem ser claras, objetivas, considerando as especificidades culturais e as barreiras da língua, podendo, para isso, ser utilizados recursos linguísticos como, por exemplo, uso de figuras de fácil compreensão.
§ 2º - O farmacêutico deverá prestar orientação farmacêutica no ato da dispensação para contribuir com a adesão ao tratamento e, em consequência, com qualidade na terapêutica medicamentosa ao indígena.
§ 3º - A dispensação ao paciente indígena englobará também o acompanhamento e avaliação do uso de medicamentos.
§ 4º - Os DSEI/Sesai/MS estabelecerão mecanismos que permitam a farmacovigilância.
Art. 26 - Os DSEI/Sesai/MS utilizarão cadastro dos usuários que contenha dados sobre o paciente, informação sobre os tratamentos prescritos, medicamentos dispensados, bem como o registro de ocorrências no uso dos medicamentos.
Parágrafo único - Os estabelecimentos de saúde indígena que tiverem o Hórus Indígena implantado registrarão no sistema todas as dispensações, sobretudo as dispensações de Medicamentos Sujeitos a Controle Especial.
CAPÍTULO V
DAS DISPOSIÇÕES FINAIS
Art. 28 - Esta Portaria entra em vigor na data de sua publicação.

terça-feira, 24 de novembro de 2015

CHILE: Farmacia Popular - una invitación a repensar el rol del Estado

DO SITE: THE CLINIC

La experiencia de Recoleta es un golpe al corazón del modelo neoliberal. La reducción del precio de los medicamentos generará -cuando se extienda esta experiencia- un impacto concreto, material, en la calidad de vida de cientos de miles de familias. Y lo hará con un paradigma alternativo.

En su famoso ensayo “La Competencia como Proceso de Descubrimiento”, el economista austríaco Friedric Von Hayek -uno de los padres del pensamiento neoliberal-, concluye afirmando que “sería fatal que las sociedades permitiesen que la voluntad colectiva dirija los esfuerzos de los individuos; el poder del gobierno, en cambio, debiera confinarse a defender a los individuos de las presiones de la sociedad”.
Hayek ve en la libre competencia de productores privados, que interactúan mediante precios no regulados, la manera más efectiva para resolver el problema de la producción y asignación de bienes. Cualquier otra forma sería descartable. El rol del Estado, por lo tanto, se reduce a asegurar las condiciones para la libre competencia: especialmente, garantizar el derecho a la propiedad. Cuanto mucho, entregar uno que otro subsidio que permita crear mercados donde no los hay, o incentivar la misma competencia entre privados.
Esta concepción, hecha modelo económico a sangre y fuego en nuestro país, nos rige hasta el día de hoy.
El altísimo impacto y visibilidad pública de la iniciativa de Farmacia Popular de la Municipalidad de Recoleta reside justamente allí. Pone en cuestión la base sobre la que se sustenta el modelo neoliberal: que el mercado es, en todos los casos, el mejor asignador de bienes. Lo hace en un sector olvidado en el debate público pero de altísimo impacto para todas las familias: la salud y, específicamente, los medicamentos. Y generando un impacto altísimo en la calidad de vida de miles, para quienes el gasto en medicamentos significa una proporción muy elevada de su presupuesto.
La Farmacia Popular nos recordó que el mercado de los fármacos -como casi todos en Chile-, está en extremo concentrado y posee una serie de características que lo alejan del ideal de “competencia como proceso de descubrimiento”. Por el contrario, el poder de mercado de laboratorios y farmacias, la integración vertical y la desregulación, terminan generando una solución de mercado ineficiente -en que el precio de los medicamentos está muy por sobre su costo económico-, y absolutamente indeseable desde el punto de vista distributivo -transfiriendo recursos en forma de rentas monopólicas desde los usuarios a los dueños de farmacias y laboratorios-.
El impacto en precio de la Farmacia Popular es sobresaliente: muchos medicamentos cuestan una décima parte, e incluso menos, que en las farmacias tradicionales. Esta reducción se logra principalmente mediante tres canales.
Primero, compra a través de la Central de Abastecimiento del Sistema Nacional de Salud (CENABAST), que utiliza el poder negociador del Estado para obtener precios de costo relativamente competitivos desde los laboratorios. Así, termina con buena parte de las rentas monopólicas que obtienen éstos, constituyendo una transferencia de recursos desde los laboratorios a los usuarios.
Segundo, no obtiene márgenes sobre los precios de costo, como lo hacen las farmacias. Estas últimas, valiéndose de la concentración de mercado, ponen sobreprecios que les permiten hacerse, al igual que los laboratorios, de rentas monopólicas. Así, se transfieren recursos desde los dueños de las farmacias a los usuarios.
Tercero, utiliza un modelo de gestión que reduce los costos operacionales. Funciona por encargo y en horarios limitados, reduciendo costos de inventario y de funcionamiento.

De esta manera, la Farmacia Popular resulta mucho más eficiente y más equitativa desde el punto de vista distributivo, que la solución a la que llega el mercado a través de la libre competencia.

Lo que relegitima esta experiencia es, por lo tanto, la posibilidad de pensar un modelo distinto. Un nuevo rol del Estado en la economía, más allá incluso de la noción de “asegurar derechos”: involucrarse en la cadena productiva -en este caso en la distribución-, no necesariamente introduce “distorsiones”, como nos han repetido incansablemente. Puede generar justamente lo contrario.
La experiencia de Recoleta es un golpe al corazón del modelo neoliberal. La reducción del precio de los medicamentos generará -cuando se extienda esta experiencia- un impacto concreto, material, en la calidad de vida de cientos de miles de familias. Y lo hará con un paradigma alternativo.
¿Por qué no cambiar el sistema de salud completo? ¿Por qué seguir permitiendo el lucro en educación? ¿Por qué un puñado de transnacionales se apropia de nuestro cobre?
Las cosas se pueden hacer distinto que como nos han enseñado los últimos 40 años. La Farmacia Popular lo demuestra.
*Nicolás Bohme es Economista de la Universidad de Chile
 Fonte: http://www.theclinic.cl/2015/11/23/farmacia-popular-una-invitacion-a-repensar-el-rol-del-estado/


segunda-feira, 16 de novembro de 2015

OMS: aumento da resistência aos antibióticos é perigo para a saúde mundial.

Do Site: EBC - Agência Brasil

O aumento da resistência aos antibióticos representa “um imenso perigo para a saúde mundial”, disse hoje (16) a diretora-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Margaret Chan, na apresentação da primeira pesquisa sobre o tema. A OMS inicia a Semana Mundial para o Bom Uso dos Antibióticos.

A resistência, acrescentou Margaret Chan, “atinge níveis perigosamente elevados em todas as partes do mundo”.

A pesquisa, publicada hoje em Genebra, revela que todas as pessoas podem um dia ser afetadas por uma infecção resistente a esses medicamentos. O problema ocorre quando as bactérias evoluem e se tornam resistentes aos remédios usados para combater as infecções. Entre as causas estão o consumo excessivo de antibióticos e a sua má utilização.

Perto de metade (44%) das pessoas que participaram do levantamento, realizado pela organização em 12 países, acha que a resistência é um problema das pessoas que abusam desses remédios.

Dois terços dos entrevistados consideram que não existe qualquer risco de resistência aos antibióticos nas pessoas que utilizam corretamente o tratamento prescrito.
“Na verdade, qualquer pessoa pode, a qualquer momento e em qualquer país, sofrer uma infecção resistente aos antibióticos”, lembrou a organização.

Edição: Juliana Andrade


Acesse aqui o documento WHO multi-country survey reveals widespread public misunderstanding about antibiotic resistance - (OMS - levantamento em vários países revela incompreensão pública generalizada sobre a resistência aos antibióticos)

Fonte da matéria: http://agenciabrasil.ebc.com.br/internacional/noticia/2015-11/oms-aumento-da-resistencia-aos-antibioticos-e-perigo-para-saude

TJ-SP proíbe fornecimento de fosfoetanolamina contra o câncer.



Do SITE EBC - Agência Brasil

Título Original: Tribunal de Justiça de SP proíbe fornecimento de substância contra o câncer.


Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) determinou a suspensão do fornecimento da substância fosfoetalonamina a portadores de câncer.
A ação foi interposta pelo governo do estado contra a decisão que autorizava o fornecimento. O argumento do governo estadual é de que, por não se tratar de medicamento, a “substância tem efeitos desconhecidos nos seres humanos”. Outra argumentação é que, não sendo medicamento, não possui registro perante a autoridade sanitária.
O desembargador Sérgio Rui declarou, no julgamento, não ser prudente a liberação da fosfoetalonamina sem as necessárias pesquisas científicas. A substância foi produzida no Instituto de Química de São Carlos (IQSC), da Universidade de São Paulo (USP), mas não tem registro na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). A fosfoetanolamina sintética foi estudada pelo professor Gilberto Orivaldo Chierice, hoje aposentado, quando integrava o Grupo de Química Analítica e Tecnologia de Polímeros da USP.
Em junho de 2014, a USP proibiu a produção de qualquer tipo de substância que não tenha registro, caso da fosfoetalonamina sintética. O instituto editou portaria determinando que “tais tipos de substâncias só poderão ser produzidas e distribuídas pelos pesquisadores do IQSC mediante a prévia apresentação das devidas licenças e dos registros expedidos pelos órgãos competentes determinados na legislação [do Ministério da Saúde e da Anvisa]”. De acordo com a instituição, desde a edição da medida, não foram apresentados registros ou licenças que permitissem a produção das cápsulas para uso como medicamento. Desde então, pacientes que tinham conhecimento das pesquisas passaram a recorrer à Justiça para ter acesso à fosfoetanolamina sintética.
*Informações da Agência Brasil

Fonte: http://www.ebc.com.br/noticias/2015/11/tribunal-de-justica-de-sp-proibe-fornecimento-de-substancia-contra-o-cancer