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quarta-feira, 2 de abril de 2014
quarta-feira, 23 de janeiro de 2013
Ministério da Saúde anuncia: Brasil vai produzir insulina
Notícia extraída de UOL NOTÍCIA SAÚDE - http://noticias.uol.com.br/saude/ultimas-noticias/redacao/2013/01/23/brasil-vai-produzir-insulina-anuncia-ministerio-da-saude.htm
"O Ministério da Saúde anunciou nesta quarta-feira (23), que o país vai iniciar as atividades de produção de cristais de insulina, utilizado no tratamento de diabetes, por meio do Laboratório Biomanguinhos da Fundação Oswaldo Cruz.
O acordo também prevê a ampliação da oferta de insulina aos pacientes assistidos pelo SUS. Segundo o ministério, foram adquiridos mais 3,5 milhões de frascos do medicamento, quantidade que será entregue ao país no próximo mês de abril e poderá chegar a 10 milhões de frascos até dezembro, se necessário.
As medidas são fruto de uma parceria entre o Ministério da Saúde e o laboratório ucraniano Indar – um dos três produtores de insulina no mundo, com quem o ministério tem acordo de transferência de tecnologia para a produção nacional do medicamento. A previsão é que em três anos, o Brasil produza insulina em escala industrial.
"Queremos reduzir a vulnerabilidade do país no mercado internacional de medicamentos, incentivar a produção nacional de ciência e tecnologia e fortalecer a indústria farmacêutica brasileira", afirmou o ministro Alexandre Padilha.
Estudos mostram que 7,6 milhões de brasileiros têm diabetes. Destes, cerca de 900 mil dependem exclusivamente do Sistema Único de Saúde para a obtenção de insulina.
O ministério também anunciou que vai estabelecer uma Parceria de Desenvolvimento Produtivo (PDP) com o laboratório privado Biomm. A empresa brasileira detém tecnologia totalmente nacional e inovadora para a produção de insulina, que foi patenteada em conjunto com a Universidade de Brasília e é reconhecida por países com os EUA e o Canadá, além da Comunidade Europeia.
"Esta parceria permitirá ao Brasil obter todo o ciclo de produção de insulina, possibilitando que o país conquiste autonomia tecnológica para a consequente eliminação de dificuldades de abastecimento do medicamento e de vulnerabilidade em relação a flutuações de preços no mercado mundial", afirma o secretário de Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos do Ministério da Saúde, Carlos Gadelha.
Atualmente, estão em vigor 55 PDPs para a produção de 47 medicamentos, cinco vacinas, um contraceptivo, um teste rápido e uma pesquisa. A partir destas parcerias – que envolvem 15 laboratórios públicos e 35 privados – a expectativa é que o Ministério da Saúde obtenha uma economia de aproximadamente R$ 940 milhões por ano".
Imagem extraída de: http://www.portaldiabetes.com.br/conteudocompleto.asp?idconteudo=10002317
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sábado, 17 de novembro de 2012
Avanços no tratamento do Diabetes no SUS
"Paciente com diabetes no Brasil gasta R$ 5,9 mil por ano com tratamento"
Publicado no dia 16/11/2012 - Brasil Econômico
Jornalista: Érica Ribeiro (eribeiro@brasileconomico.com.br)
Gastos públicos com internações em 2011 foram de R$ 89,3 mi; no primeiro semestre de 2012, R$ 43,4 mi
Os caminhos para a prevenção do diabetes e o tratamento da doen ça estão mais eficazes, mas ainda há um longo caminho a percorrer. O Dia Mundial do Diabetes foi lembrado na última quarta feira e, segundo levantamento do Ministério da Saúde, houve uma estabilização decorrente do diabetes. O estudo mostrou que nos primeiros semestres dos anos de 2010 a 2012, a média de hospitalizações foi de 72 mil, número visto como um avanço pelo ministério por conta do crescimento do acesso a medicamentos gratuitos e ampliação dos cuidados de atenção básica no país. Um estudo da médica Luciana Bahia, do depar tamento de Farmacoeconomia da Sociedade Brasileira de Diabetes, chamado Escudi Estudo de Custos do Diabetes, aponta que o envelhecimento da população e o aumento do diabetes no mundo são algumas das causas do impac to econômico provocado pela doença, que, por sua vez, exige maior demanda por tratamento. Para o estudo, realizado em 2007, foram ouvidos mil pacientes adultos em oito cidades brasileiras, do ponto de vista do tratamento am bulatorial, ou seja, medicamentos, tiras reagentes, insulina, exa mes e consultas
"O dado per capita por ano era de
RS 2.900 em 2007 e, atua lizados para 2012, levando em conta a inflação no
período, verificamos que este custo subiu para RS 5.200 por ano por pessoa no
Brasil, tomando por base o atendimento via Sistema Único de Saúde (SUS). Já no sistema
privado, o paciente gasta R$ 12 mil por ano por pessoa", explica Luciana
Bahia.
Ela ressalta que quando há complicações
decorrentes da doença, o gasto quase triplica no SUS. Em 2012, segundo
ela, o Ministério
da Saúde gastou só com insulina R$ 15 milhões.
"O programa de assistência ao
diabético na farmácia popular é grandioso. O Brasil é o maior comprador de
insulina do mundo. É uma doença que tem um alto impacto económi co, clínico e
social. O paciente morre mais cedo, se aposenta mais cedo e todos estes aconte
cimentos geram impactos eco- nômicose familiares", acrescen ta a médica.
A oferta de medicamentos gratuitos por
meio do programa Saúde Não Tem Preço começou em fevereiro de 2011. Desde o
início do programa, 4,1 milhões de pessoas foram beneficiadas com medicamentos
para trata mento do diabetes sem gastos. O ministério também levantou dados
sobre o custo com inter nações por diabetes, no período de 2010 ao primeiro
semestre de 2012. Somente com interna ções, os gastos públicos em 2010 foram de
R$ 83,2 milhões e, em 2011, R$ 89,3 milhões e nos seis primeiros meses de 2012,
os custos ficaram em RS 43,4 milhões. O ministério in formou que os gastos do
gover no federal com a doença não podem ser mensurados somente com esses
números, uma vez que há também um forte investi mento na Atenção Básica.
Segundo o presidente da Sociedade
Brasileira de Diabetes, Balduíno Tschiedel, o Brasil tem avançado bastante nos
investimentos em saúde, mas ainda destinamos menos de 9% do Produto Interno
Bruto (PIB) para este fim. Ele elogiou algumas iniciativas governamentais como
o programa Saúde Não Tem Preço. Mas diz que estas e outras iniciativas ainda
esbarram na falta de capilaridade para que os resultados sejam ainda mais
eficientes: "O programa do governo de acesso a medicamentos veio em boa
hora e ajuda em muito portadores de doenças crônicas como o diabetes. Mas
ainda há muito caminho pela frente no que diz respeito à capilaridade do
sistema. Mas não podemos deixar de elogiar iniciativas do ministério,
sobretudo ao diabetes tipo 2".
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domingo, 4 de novembro de 2012
A história do diabetes
Neste mês, no dia 14 de novembro, é dia mundial do Diabetes. Tenha maiores informações no site: Dia Mundial do Diabetes (www.diamundialdodiabetes.org.br).
Para começarmos a tratar deste tema neste espaço, abaixo está um texto de autoria do Drauzio Varella, sobre a história do diabetes.
Para começarmos a tratar deste tema neste espaço, abaixo está um texto de autoria do Drauzio Varella, sobre a história do diabetes.
"Em 1500 antes de Cristo, médicos egípcios descreveram casos de pessoas
que urinavam muito e emagreciam até a morte. Aretaeus, médico que viveu na
Grécia entre os anos 80 e 138 d.C., criou o termo diabetes mellitus para
fazer referência ao gosto adocicado da urina desses pacientes. Foi apenas em
1776 que Matthew Dobson desenvolveu um método para determinar a concentração de
glicose na urina, livrando os médicos do dissabor de prová-la.
A doença, entretanto, só foi reconhecida como entidade clínica em 1812,
ano da publicação do primeiro número de The New England Journal of Medicine,
a revista mais lida pelos médicos de hoje. Nesse tempo, a fisiopatologia e a
prevalência do diabetes na população eram desconhecidos. Como não existia
tratamento específico, em semanas ou poucos meses depois do diagnóstico todos
morriam.
No ano da Proclamação da República no Brasil, 1889, os alemães Oskar
Minkowski e Joseph von Mering verificaram que a retirada do pâncreas de
cachorros levava-os ao óbito por diabetes. Ficava demonstrado que a origem da
doença estava ligada ao pâncreas.
Em 1910, Edward Sharpey-Schafer levantou a hipótese de que o diabetes
seria causado pela deficiência de uma única substância química, produzida no
pâncreas pelas células das ilhotas de Langerhans. Por essa razão, ele a batizou
com o nome de insulina, derivado da palavra latina insula (ilha).
Finalmente, em 1921, logo depois da Primeira Guerra Mundial e da epidemia de gripe espanhola, Frederick Banting e Charles Best publicaram a prova definitiva. Injetaram em cachorros diabéticos extratos de células das ilhotas de Langerhans retiradas do pâncreas de cachorros saudáveis, revertendo o quadro de diabetes.
Finalmente, em 1921, logo depois da Primeira Guerra Mundial e da epidemia de gripe espanhola, Frederick Banting e Charles Best publicaram a prova definitiva. Injetaram em cachorros diabéticos extratos de células das ilhotas de Langerhans retiradas do pâncreas de cachorros saudáveis, revertendo o quadro de diabetes.
Trabalhando com pâncreas bovino, em conjunto com John McLeod, eles em
seguida purificaram a insulina, e foram os primeiros a tratar com sucesso um
portador da doença. A partir desse caso, o uso de insulina disseminou-se pelos
cinco continentes. Crianças com diabetes do tipo 1 (no qual o pâncreas para de
produzir insulina), que iam a óbito logo depois do diagnóstico, puderam voltar
à vida normal.
Essa talvez tenha sido a primeira demonstração de que a pesquisa básica
poderia ser aplicada rapidamente em benefício da humanidade. O interesse
despertado por ela provocou uma avalanche de estudos com a molécula de
insulina, que proporcionaram a seus autores dez Prêmios Nobel e revolucionaram
o estudo das proteínas e hormônios.
Em 1977, Ullrich e colaboradores descreveram na revista Science um
método para inserir o gene da insulina humana em bactérias escravas, com o
objetivo de obrigá-las a produzir essa substância em escala industrial. Essa
técnica, que recebeu o nome de DNA recombinante, criou as bases da
biotecnologia industrial.
A síntese de diversos medicamentos usados por via oral tornou o tratamento mais cômodo para muitos portadores de diabetes que não necessitam de aplicações de insulina. Seringas descartáveis e agulhas mais delicadas diminuíram o desconforto e as dores no local das injeções.
A síntese de diversos medicamentos usados por via oral tornou o tratamento mais cômodo para muitos portadores de diabetes que não necessitam de aplicações de insulina. Seringas descartáveis e agulhas mais delicadas diminuíram o desconforto e as dores no local das injeções.
Neste ano, dois grupos publicaram estudos mostrando que a cirurgia bariátrica,
para reduzir a massa corpórea em pacientes com excesso de peso, é mais eficaz
no controle da glicemia do que o uso de medicamentos. Em muitos casos as
remissões são tão prolongadas que, provavelmente, representam a cura da doença,
conclusão surpreendente para uma enfermidade tradicionalmente considerada
incurável.
Infelizmente, esses avanços no tratamento não refletem a realidade da
saúde pública. Vivemos uma epidemia mundial de diabetes que se propaga de forma
avassaladora, seguindo os passos da obesidade e da vida sedentária.
Somente no Brasil há 12 milhões de pacientes. Se esse número é
assustador, mais ainda são as previsões: se continuarmos preguiçosos e
engordando como os americanos, em 2050, cerca de 30% dos adultos sofrerão de
diabetes. Acima dos 65 anos, a proporção chegará a 50%.
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