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quarta-feira, 26 de agosto de 2015
TRF1 proíbe farmácia de produzir medicamentos à base de substâncias retinóicas
Do site
SAUDEJUR
A 5ª Turma do TRF da 1ª Região confirmou sentença de primeira
instância que proibiu uma farmácia de manipular isotretinóina e outras substâncias
retinóicas, com base na Portaria 344/1998 editada pela Agência Nacional de
Vigilância Sanitária (Anvisa). A norma regulamenta o uso de substâncias e
medicamentos sujeitos a controle especial.
O Juízo de primeiro grau entendeu que os requisitos impostos pela
citada norma “não padecem de inconstitucionalidade, porque se inserem no poder
de polícia da Administração no âmbito da política sanitária e tem como
motivação a saúde pública”.
Inconformada, a farmácia de manipulação recorreu ao TRF requerendo
a permissão para manipular isotretinóina e outras substâncias retinóicas ao
argumento de que “a vedação estabelecida pela Portaria 344/1998 impede o livre
exercício da atividade da farmácia de manipulação e que as únicas restrições
estabelecidas por lei à atividade dizem respeito a substâncias entorpecentes e
psicotrópicas, não podendo ser estabelecida a restrição para farmácia que tem
autorização especial para funcionamento”.
A recorrente sustenta também que não se encontra em nenhuma lei a
proibição da farmácia magistral manipular substâncias retinóides. Por fim,
afirma que para proibir a fabricação, a manipulação, a importação, a
distribuição e o comércio de qualquer substância medicamentosa, “a Anvisa deve
comprovar ou ter suspeitas fundamentadas de que o produto é nocivo à saúde”.
Decisão
As alegações apresentadas pela indústria recorrente foram
rejeitadas pelo Colegiado. “Não se reconhece ilegalidade na restrição à
manipulação de substâncias retinóicas e imunossupressoras, determinada pela
Portaria 344/1998, que fora limitada à manipulação de medicamentos por
estabelecimentos que cumprem Boas Práticas de Manipulação e à utilização por
indústrias que observam as Boas Práticas de Fabricação”, disse o relator,
desembargador federal Néviton Guedes, em seu voto.
O magistrado acrescentou que “as substâncias retinóicas têm
reconhecido efeito teratógeno e representam um grave risco de anormalidades em
fetos expostos, sendo imprescindível o controle severo sobre sua fabricação e
comercialização”. Por essa razão, “o atendimento de certas qualificações
profissionais como preceituado pela Portaria em questão visa tão somente
assegurar um maior controle na manipulação das substâncias retinóicas”,
finalizou.
A decisão foi unânime.
Processo nº
0032634-98.2002.4.01.3400
*Informações do Tribunal
Regional Federal da 1ª Região
Disponível em http://saudejur.com.br/trf1-proibe-farmacia-de-manipulacao-de-produzir-medicamentos-a-base-de-substancias-retinoicas/
terça-feira, 25 de agosto de 2015
Venda de remédio controlado sem receita é flagrada em duas farmácias.
Do site: G1 de Itapetiniga e Região.
Um balconista em Itapetininga pediu a prescrição, mas acabou vendendo.
Pena nos casos de comércio varia entre 5 e 15 anos de prisão, diz Anvisa.
Com uma câmera escondida, a reportagem da TV TEM flagrou a venda
de remédios controlados sem receita médica em duas farmácias de
Itapetininga (SP). Comprar antibióticos, logo na primeira, não foi nada
difícil. Por R$ 20, o balconista liberou a cartela com comprimidos de
amoxicilina e sequer questionou a respeito da prescrição médica. Em
outro comércio, o atendente perguntou sobre a receita, mas decidiu
vender mesmo sem.
Por meio de nota, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa)
informou que entre as penalidades para a venda de medicamento
controlado sem receita médica estão: inicialmente advertência, multa,
podendo chegar a interdição e até cancelamento do alvará do
estabelecimento. A penalidade pode variar de R$ 2 mil até R$ 1,5 milhão.
Sobre como é feita a fiscalização, o órgão não respondeu.
A Anvisa
disse que a venda de medicamentos de uso controlado sem receita médica é
considerada crime e pode ser enquadrada como tráfico de drogas. A pena
nesses casos varia entre 5 e 15 anos de prisão.
Em uma das farmácias, o produtor ainda perguntou sobre o "clonazepam",
um tranquilizante tarja preta, de uso controlado, e o balconista
explicou como conseguir o medicamento sem o pedido médico. A equipe da TV TEM
retornou às farmácias onde foram comprados os remédios sem receita
médica e os responsáveis negaram as vendas. De acordo com a Polícia
Civil, o estabelecimento que violar as regras da Anvisa
deve responder pela infração. Vender estas substâncias sem receita pode
gerar uma ação criminosa, afirmou o delegado Luiz Henrique Nunes. O
representante do Conselho Regional de Farmácia do Estado de São Paulo
ressalta a proibição da liberação de alguns remédios sem prescrição
médica. O farmacêutico que vende nessas condições também está sujeito a
penalidades administrativas. Ele pode sofrer desde processo
administrativo até cassação do registro na entidade, afirmou José
Vanilton.
Para assistir os vídeos, clique aqui
Disponível em: http://g1.globo.com/sao-paulo/itapetininga-regiao/noticia/2015/08/venda-de-remedio-controlado-sem-receita-e-flagrada-em-duas-farmacias.html
segunda-feira, 24 de agosto de 2015
Ciclo de debates sobre judicialização da saúde.
Do site: Assembléia Legislativa de Minas Gerais
Estão abertas, até as 15 horas do dia 11 de setembro, as inscrições para o Ciclo de Debates Judicialização da Saúde, que a Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) promove nos dias 14 e 15 de setembro. O objetivo do evento é discutir o cenário da chamada judicialização no Brasil, compreendida no contexto de crescimento do número de ações na Justiça para garantir medicamentos ou tratamentos ainda não oferecidos pelo Sistema Único de Saúde (SUS).
Realizado em parceria com 29 entidades, o evento vem sendo preparado na ALMG desde abril deste ano. Entre os palestrantes, estarão desembargadores, juízes, promotores de justiça, defensores, advogados, além de autoridades estaduais e municipais e representantes de universidades e outras entidades. Nas discussões, serão enfocados, entre outros temas, a atuação do poder público ao lidar com ações com esse teor. Também serão debatidos as causas e os impactos da judicialização da saúde.
Disponível em:
http://www.almg.gov.br/acompanhe/noticias/arquivos/2015/08/19_release_inscricoes_ciclo_debates_judicializacao.html
Saúde treinará 50 farmacêuticos para atendimento clínico.
Do site: Portal do Governo de Brasília.
Em setembro, 50
farmacêuticos da rede pública distrital participarão de capacitação promovida
pela Secretaria de Saúde para aprimorar o atendimento clínico. A área de
farmácia é responsável por garantir o uso racional de remédios, evitar efeitos
adversos e auxiliar o médico a prescrever a melhor substância para cada caso.
Além de um módulo sobre atendimento em unidades de terapia intensiva, o curso
abordará temas como emergência, ambulatório e atenção primária. As aulas
seguirão até novembro.
A
chegada dos profissionais vai reforçar ainda mais a segurança dos pacientes.
Integrado a uma equipe multiprofissional, o farmacêutico clínico trabalhará
diretamente no atendimento, seja nos leitos, seja nos ambulatórios.
Uma portaria publicada no Diário Oficial do Distrito
Federal em 27 de
julho instituiu oficialmente a farmácia clínica na saúde pública, reforçando a
prioridade dada à área — importante também para garantir o controle sobre o uso
de antibióticos e combater o desenvolvimento de bactérias multirresistentes. A
rede já conta com metodologias de controle e gestão de medicamentos.
Parceria
com a Fundação de Ensino e Pesquisa em Ciências da Saúde (Fepecs) e com a
Universidade de Brasília, a capacitação vai formar ou reciclar 50 profissionais
para a área clínica. Do quadro de servidores, eles continuarão a atuar em seus
locais de origem — centros de saúde, unidades de pronto-atendimento, hospitais
e clínicas da família.
Economia
“O farmacêutico traz um olhar a mais”, acredita Nathalia Lobão, farmacêutica
clínica da unidade de terapia intensiva do Hospital de Base. “Às vezes o
antibiótico é o ideal, mas a forma de administração diminui a eficácia, o tempo
de uso pode acabar gerando resistência”, completa. Ela classifica a comunicação
com os demais profissionais de saúde como fundamental.
Nathalia
conta que, muitas vezes, mesmo prescrito corretamente, um remédio pode ter o
efeito reduzido em interação com outras substâncias. “Não vamos discutir o
diagnóstico, mas o farmacêutico estudou e se especializou para saber detalhes
dos medicamentos e para agregar essas informações em prol da segurança e da melhor
terapia para o paciente.”
Ela
destaca ainda a economia de recursos: “Nem sempre é preciso iniciar o
tratamento por um medicamento mais caro”, afirma. “Podemos tentar alternativas
mais baratas, o que não significa, de forma alguma, abrir mão da melhor terapia”.
Disponível em: http://www.df.gov.br/conteudo-agencia-brasilia/item/20174-sa%C3%BAde-treinar%C3%A1-50-farmac%C3%AAuticos-para-atendimento-cl%C3%ADnico.html
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