domingo, 6 de janeiro de 2013

Ministra da Saúde do Peru pensa em implantar o Programa Farmácia Popular

A Ministra da Saúde do Peru está avaliando a possibilidade de levar ao seu País a experiência exitosa do Programa Farmácia Popular do Brasil. Veja a entrevista na íntegra dada pela Ministra Midori de Habich.




"La ministra de Salud, Midori de Habich, reconoció que "ha llegado el momento de hacer cambios estructurales en el sistema de salud", en consonancia con el anuncio hecho por el presidente de la República, Ollanta Humala, respecto a que este 2013 se ejecutará la tan esperada reforma de dicho sector.

"La convicción que tenemos en el Ministerio de Salud es que ha llegado el momento de hacer cambios estructurales en el sistema de salud, no solo mejoras de procesos", sostuvo en entrevista con RPP Noticias.

Explicó que dichas reformas estructurales a mediano plazo tienen que estar acompañadas por acciones a corto plazo, de cara a la atención que el ciudadano recibe en el día a día.

Detalló que las políticas y lineamientos que seguirá su sector estarán guiadas en cuatro ejes, el primero, consistente en avanzar en la ampliación en el aseguramiento al Seguro Integral de Salud (SIS) a los trabajadores independientes que tributan al Régimen Único Simplificado.

"Estamos hablando de unos 850 mil personas que se incorporarían rápidamente a un esquema de aseguramiento en una política que busca premiar la formalización", aseveró.

El segundo eje es mejorar en la oferta de servicios y la calidad de los mismos, es decir, eliminar las trabas burocráticas para que un asegurado del SIS pueda atenderse en EsSalud.
 
AMPLIAR OFERTA DE SERVICIO
 
También destacó el mejor uso de los recursos para la contratación de personal asistencial tanto del Minsa y EsSalud, ampliar turnos, usar mejor la infraestructura existente, particularmente en las regiones, donde está subutilizada; además de la eventual contratación de los servicios de terceros/privados.

Añadió que un último eje está referido a ampliar la oferta de servicios para cerrar la brecha en equipamiento y recursos humanos. Al respecto, subrayó los acuerdos llegados con gobiernos regionales para definir 750 establecimientos que serán la prioridad de inversión en los próximos años.

"El énfasis que queremos dar es hacia la atención primaria, importante porque estamos más cerca del ciudadano, podemos dar una atención más integral, con promoción, prevención, no solamente curación, y podemos también contener la demanda de los hospitales", manifestó.
 
EVITAR COLAS
 
Explicó que el planeamiento de la oferta hospitalaria será más ordenado, de forma tal, que se evitarán las largas colas, una medida que será a corto plazo.

"En este año queremos introducir como una prioridad la reducción de los tiempos de espera, mediante la posibilidad de programar citas por teléfono e Internet. Evitarle al ciudadano estas colas que son absolutamente inútiles y de pérdida de tiempo", señaló.

En otro momento, anunció que de 6 mil inscritos han sido seleccionados 100 gerentes públicos que entrarán en un entrenamiento muy intensivo en los próximos tres meses y van a estar a disposición de los gobiernos regionales para fortalecer su gestión. "Vamos a hacer una segunda convocatoria para otros cien", anotó.

"FARMACIAS POPULARES"
 
De Habich admitió que el "gasto de bolsillo" sigue siendo alto, y que una parte importante de ese desembolso es para la compra de medicamentos. En tal sentido, indicó que están evaluando la posibilidad de emular la exitosa experiencia brasileña de las "farmacias populares".

Detalló que se trata de asociaciones público privadas, donde las cadenas de boticas privadas en convenio con el Estado son proveedoras de los genéricos.

"Tienen una buena red de distribución y una buena logística, entonces la posibilidad de montarnos sobre ello, es una asociación público privada que estaríamos explorando en los próximos meses", sentenció.
(grifo nosso).


Añadió que está programada la reforma de la política remunerativa del personal de salud. "Hay avances importantes con cumplimientos de los acuerdos que tuvimos con diferentes gremios, se han constituido meses de trabajo y nos van a alcanzar sus recomendaciones", remarcó.

Finalmente, mencionó que el objetivo de la reforma es hacer una nueva escala salarial, pero además ligar ello a un mejor desempeño, y hacer más atractiva la carrera en el primer nivel de atención".
 
Imagem extraída de: http://elcomercio.pe/actualidad/1451979/noticia-ministra-salud-faltan-medicos-estan-mal-distribuidos

sexta-feira, 4 de janeiro de 2013

Feliz ano novo!



RECEITA DE ANO NOVO

Para você ganhar belíssimo Ano Novo
cor do arco-íris, ou da cor da sua paz,
Ano Novo sem comparação com todo o tempo já vivido
(mal vivido talvez ou sem sentido)
para você ganhar um ano
não apenas pintado de novo, remendado às carreiras,
mas novo nas sementinhas do vir-a-ser;
novo
até no coração das coisas menos percebidas
(a começar pelo seu interior)
novo, espontâneo, que de tão perfeito nem se nota,
mas com ele se come, se passeia,
se ama, se compreende, se trabalha,
você não precisa beber champanha ou qualquer outra birita,
não precisa expedir nem receber mensagens
(planta recebe mensagens?
passa telegramas?)

Não precisa
fazer lista de boas intenções
para arquivá-las na gaveta.
Não precisa chorar arrependido
pelas besteiras consumadas
nem parvamente acreditar
que por decreto de esperança
a partir de janeiro as coisas mudem
e seja tudo claridade, recompensa,
justiça entre os homens e as nações,
liberdade com cheiro e gosto de pão matinal,
direitos respeitados, começando
pelo direito augusto de viver.

Para ganhar um Ano Novo
que mereça este nome,
você, meu caro, tem de merecê-lo,
tem de fazê-lo novo, eu sei que não é fácil,
mas tente, experimente, consciente.
É dentro de você que o Ano Novo
cochila e espera desde sempre.


Extraído de: http://pensador.uol.com.br/frase/MTM0MDQ5/

sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

Dicas de filmes para profissionais de saúde...para o fim de ano.

Estamos com cada vez mais dicas de filmes para profissioinais de saúde. Agradeço aos 2 ou 3 leitores do Blog pelas indicações. Caso fique em casa neste feriado e está buscando atualizar seu lado cinéfilo, veja as dicas já postadas neste humilde blog: http://marcoaureliofarma.blogspot.com.br/search/label/Dicas%20de%20filmes
Abaixo, seguem novas dicas...

TÁ FALTANDO ALGUMA COISA -

"Foi lançado, recentemente, um documentário que conta histórias de pessoas vítimas do Talidomida, um tipo de medicamento receitado para fins sedativos e contra enjoos nas grávidas, na década de 60, mas tornou-se um pesadelo por causar deformidades nos bebês e trazer gerações com deficiências nos membros.
O documentário chamado " Tá faltando alguma coisa" é dirigido pela presidente da Associação Brasileira dos Portadores da Síndrome da Talidomida (ABPST), Claudia Marques Maximino, que também é uma das vítimas do medicamento.
O filme retrata a história da Talidomida no Brasil e a luta dos direitos das pessoas que foram afetadas por essa tragédia da medicina. Além disso, faz uma dura crítica pelo fato de o País ser o único no mundo a ter uma terceira geração com deformidades geradas pelo uso da droga.
 
História
 
A Talidomida foi introduzida no mercado em 1957. Inicialmente, era comercializada como droga de ação hipnóticosedativa, ou seja, utilizada para sedação, anti-inflamatório e hipnótico. Na ocasião, como os procedimentos de testes não eram tão rígidos, o medicamento passou a ser indicado a mulheres grávidas.
Anos depois, foram relatados milhares de casos envolvendo gestantes, que fizeram uso da medicação, e geraram bebês com mal formação. Diante da gravidade, pesquisadores realizaram testes em coelhos e primatas e foi constatado os mesmos efeitos devastadores. Inicialmente, as pesquisas só haviam sido realizadas em ratos, e os mesmos não apresentaram consequências dos efeitos colaterais.
No ano de 1962, havia mais de 10 mil casos de defeitos congênitos associados ao medicamento. Os bebês nascidos desta tragédia ficaram conhecidos como "bebês da talidomida" ou "geração talidomida".
O histórico da Taliodomida constitui um marco que serviu para alertar sobre a importância dos riscos do uso incorreto dos medicamentos. A partir de então, o conceito de Farmacovigilância (atividade relativa à identificação, avaliação, compreensão e prevenção de efeitos adversos ou qualquer possível problema relacionado a medicamentos) ganhou força. As instituições passaram a se preocupar não apenas com a produção e comercialização dos medicamentos, mas sim com o seu destino final: os pacientes."
 
Para mais informações acesse; www.talidomida.org.br
 
Imagem e texto extraído de: http://www.siat.ufba.br/node/475
 
QUASE DEUSES -
 
Esse foi uma indicação da amiga Caterine Cavalcanti.
 
"Nashville, 1930. Vivien Thomas (Mos Def) é um hábil marceneiro, que tinha um nome feminino pois sua mãe achava que teria uma menina e, quando veio um garoto, não quis mudar o nome escolhido. Eleé demitido quando chega a Grande Depressão, pois estavam dando preferência para quem tinha uma família para sustentar. A Depressão o atinge duplamente, pois sumiram as economias de 7 anos, que ele guardou com sacrifício para fazer a faculdade de medicina, pois o banco faliu. Thomas consegue emprego de faxineiro, trabalhando para Alfred Blalock (Alan Rickman), um médico pesquisador que logo descobre que ele tem uma inteligência privilegiada e que poderia ser melhor aproveitado. Blalock acaba se tornando o cirurgião-chefe na Universidade Johns Hopkins, onde está pesquisando novas técnicas para a cirurgia do coração. Os dois acabam fazendo um parceria incomum e às vezes conflitante, pois Thomas nem sempre era lembrado quando conseguiam criar uma técnica, já que não era médico."
 

segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

Lançamento da Campanha de Descarte de Medicamentos na Bahia.



No próximo dia  19.12, às 8:00, na sede do Conselho Regional de Farmácia da Bahia -  CRF-BA (Rua Dom Basílio Mendes Ribeiro n. º 127-Ondina,Salvador/Bahia) será lançada a Campanha de Descarte de Medicamentos.

Veja abaixo o convite para o evento:

 

DESCARTE DE RESÍDUOS DE MEDICAMENTOS NA BAHIA

 

O grupo técnico de trabalho para o descarte de resíduos de medicamentos instituído pela 3.ª promotoria do Ministério Público do Meio Ambiente tem como objetivo realizar estudos de viabilidade técnica, econômica e avaliação dos impactos sociais para a implantação da logística reversa de medicamentos no estado da Bahia. O inicio do trabalho conta com a coleta amostral que adicionada aos dados de outros estados, subsidiará o acordo setorial em estudo realizado pela ANVISA.

O grupo técnico da Bahia é formado pela VISAs municipal e estadual, Conselhos regionais de Farmácia e Medicina Veterinária,Faculdade de farmácia da Universidade Estadual da Bahia-UNEB,
Movimento das Donas de Casas e Consumidores, LIMPURB- Empresa.
de Limpeza Urbana, NATULAB- Indústria de Medicamentos, STERICYCLE- empresa especializada em descartes de resíduos, BHS – empresa que desenvolveu as estações coletoras chamadas de Ecomed, Fundação Baiana de Pesquisa Científica, Desenvolvimento Tecnológico, Fornecimento e Distribuição de Medicamentos - BAHIAFARMA, Farmácias e Drogarias Santana, WalMart, Pague Menos, Drogasil, Farmácia Popular do Brasil, Farmácia Erva Doce.

A coleta amostral irá iniciar em 19 de dezembro e terá a participação de farmácias voluntárias com estações coletoras totalmente seguras e rastreáveis, contando com farmacêuticos treinados para auxiliar os consumidores, apesar da estação ser auto-explicativa. A distribuição das estações coletoras foi realizada buscando cobrir o maior território populacional e melhor acessibilidade.

A lista das farmácias participantes do programa estará disponível no site:
www.descarteconcsiente.com.br/Bahia. Neste site também será possível acompanhar os resultados da coleta através do“PRESERVÔMETRO”, onde a população baiana
saberá o quanto de medicamento foi conscientemente descartado e quanto de volume de água foi preservado.

Participe desta campanha você também! Além
de preservar a sua família diminuindo o risco do uso de medicamentos vencidos e/ou desnecessários, você ajuda a preservar o meio
ambiente!

 
 

 

quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

Estudantes de medicina contrários ao "Ato Médico"

"O projeto de lei que regulamenta o Ato Médico continua na pauta de discussões dos profissionais ligados à área da saúde e da sociedade em geral. O projeto agora vai para apreciação da Comissão de Educação do Senado.
 
O discurso de regulamentações da profissão é muito atrativo para os respectivos trabalhadores das mais diversas áreas. Regulamentar seria criar normas que determinassem uma profissão, suas funções e atribuições, mas na própria justificativa para a regulamentação já se admite que ela se justifica em função do surgimento de outras áreas da saúde que avançam sobre o campo de atuação médica. Utilizam o argumento como se a regulamentação fosse “proteger” a população dos maus profissionais.
 
Apresentam o argumento de que outras profissões da saúde já possuem seus respectivos projetos de lei e apenas a medicina não o possui, sendo necessário, portanto, a defesa desse projeto de lei que visa estabelecer os limites do ato médico, defendendo os interesses da população brasileira. Ora, o que não entendem é que as mesmas leis de outras profissões de saúde foram estabelecidas antes do histórico movimento de Reforma Sanitária, que, por sua vez, originou o Sistema Único de Saúde, portanto todas necessitam de reformulações. A falácia de proteger os cidadãos brasileiros se faz na medida que um ato de lei proposto após do advento do SUS procura enfraquecer o Sistema quanto a equipe multiprofissional e, conseqüentemente, não promove o princípio da integralidade. Protegeria a população caso houvesse maturidade de discutir o projeto de lei de modo conjunto com a sociedade e não procurando desesperadamente a aprovação do projeto no Congresso Nacional.
 
Há uma inversão de responsabilidades e de foco na discussão do ato médico. A inversão de responsabilidade se dá na medida em que não é a falta de regulamentação que prejudica a saúde da população e não será a regulamentação que protegerá a população contra falsos médicos. Já a inversão de foco pode ser verificada no âmbito de que ao invés de lutar por melhores condições de trabalho e de condições de serviço do médico, e melhoria de atendimento na saúde, estabelece conflitos com os outros profissionais de saúde, em função da disputa por quem exercerá determinada função no serviço de saúde. Com tal medida, o essa Lei acaba por afastar o médico dos outros profissionais de saúde.
 
Na proposta do ato médico mediante o pretexto de melhorar a profissão médica e proteger a população, não encontramos um só parágrafo que trate de questões como salário, jornada de trabalho e condições de trabalho, ou mesmo de atendimento multiprofissional. Não existe a compreensão da importância da participação dos demais profissionais no processo da promoção à reabilitação da saúde. Um projeto de regulamentação das profissões de saúde poderia sim proteger a população, caso fosse feito em conjunto com as outras áreas de saúde em um espaço amplo, pautado nas reais demandas do povo brasileiro.
 
A existência do ato médico é necessária a partir do momento que se faça uma regulamentação conjunta com as outras áreas de atuação na saúde. Os termos usados pelo médico sanitarista Emerson Merhy apresenta duas definições que podem exemplificar o que deveria estar sendo discutido no âmbito da regulamentação das profissões da saúde. Segundo Emerson, há núcleos de saber, que são atividades exclusivas de cada profissão e campos de saber, que são atividades compartilhadas e que permitem a perspectiva multiprofissional e abrange as possíveis intervenções dos profissionais. São esses campos e núcleos que deveriam estar sendo debatidos, discutindo a superposição em determinados momentos e visando sempre o melhor atendimento da população.
 
O que esse ato representa diante de um falso discurso de que a medicina necessita uma regulamentação é a criação de uma reserva de mercado. A categoria médica comprova mais uma vez a dificuldade de debater e atuar de modo multiprofissional. Os conselhos regionais de medicina se ausentam de debates sobre a saúde nos mais diversos conselhos e fóruns regionais de saúde enfraquecendo a luta pela defesa do SUS e de melhores condições de saúde.
Quanto aos posicionamentos retirados pela DENEM, alguns esclarecimentos. As principais instâncias deliberativas da executiva, onde esses posicionamentos são retirados, são espaços totalmente abertos. Os estudantes presentes nesses encontros têm total liberdade de se posicionar, e após amplo debate, as deliberações da executiva são votadas.
 
Com relação ao Ato Médico, o posicionamento foi tirado durante o 42º Encontro Científico dos Estudantes de Medicina no Rio de Janeiro, esse ano. O ECEM é o maior espaço deliberativo da DENEM, onde todos os estudantes têm direito a voz e a voto. As deliberações neste encontro acontecem depois de horas dedicadas em grupos de discussão e de trabalho, os quais têm seus resultados apresentados na Plenária Final, sendo aprovados os posicionamentos que a maioria dos estudantes presente respaldar.
 
O debate sobre Ato Médico acontecerá novamente no Congresso Brasileiro dos Estudantes de Medicina, que será realizado na UFOP, de 6 a 13 de janeiro.
 
Dessa forma, a DENEM se coloca aberta ao debate sobre esse tema e tantos outros e convida todos os estudantes para participar da construção da entidade!"