quinta-feira, 2 de junho de 2011

Primeira indicação à imortal da ABB - Academia Brasileira de Blogueiros!

Não sou nenhum especialista em Língua Portuguesa, muito pelo contrário, mas com meus 39 anos (com carinha de 38), passei minha vida ouvindo falar da Academia Brasileira de Letras (ABL). Os seus membros, os imortais escolhidos por outros imortais, sempre me causaram forte inspiração! Pessoas imortais me faziam imaginar que este seria um templo, tal qual a "Liga da Justiça", "Thundercats"...enfim, a palavra "imortal" sempre me causou uma mistura de admiração com uma certa dose de curiosidade. Com o ensejo de buscar saber mais sobre estes "super-heróis" que representavam a escrita brasileira, visitei a definição disso em http://www.academia.org.br/abl/cgi/cgilua.exe/sys/start.htm?sid=536 e encontrei:

"A Academia Brasileira de Letras é uma instituição que foi fundada em 20 de julho de 1897. Composta por 40 membros efetivos e perpétuos, eleitos em votação secreta e 20 sócios correspondentes estrangeiros, tem por fim o cultivo da língua e a literatura nacional."

Desevendado o mistério joguei-me aos tempos atuais. Livros são indispensáveis para qualquer cultura, isso é fato. Mas como posso pensar nisso considerando a evolução das redes sociais? Penso nisso com base no fato de que um livro foi escrito e as redes se atualizam a cada segundo! Amo os livros, mas mais do que isso, quero respeitar os seus escritores. Porque mesmo quem escreve livros é melhor do que quem os lê? Porque não posso opinar sobre quem é meu super-herói (ou imortal)? Qual será a grande diferença de um escritor de livros e um blogueiro? Não quero julgar com isso o quão democrática é essa escolha, mas por ter 2 ou 3 leitores neste blog, me senti no direito de falar sobre isso. Que tal termos uma "Academia Brasileira de Blogueiros"? Quero competir com a ABL? De forma alguma....apenas quero homenagear alguns "blogueiros" a quem admiro.
Quero começar essa humilde homenagem com meu amigo Altamiro Borges - Jornalista, membro do Comitê Central do PCdoB - Partido Comunista do Brasil, autor do livro “Sindicalismo, resistência e alternativas” (Editora Anita Garibaldi). Ele é minha primeira indicação para a ABB, enquanto autor do Blog: http://altamiroborges.blogspot.com/ . Suas postagens estão diretamente relacionadas com as atualidades políticas do Brasil. Leio sempre e muito orgulha de ter tido neste camarada, uma das minhas inspirações políticas, mas por ser um estudioso das questões sociais.

Começa aqui um longo caminho de se tentar homenagear aos que já foram chamados de "Blogueiros sujos". Heróis anônimos? Não sei, mas de fato são escritores de livros que não estão nas indicações escolares, nem estão como os mais vendidos em bibliotecas, ou mais, nem escreveram livro algum! São heróis de muitos com reconhecimento de poucos. Miro, como o chamo, deve ser o grande exemplo desta situação: merecedor de um prêmio que jamais (espero que esteja errado) será dado pela ABL, por não se enquadrar neste campo! 

quarta-feira, 1 de junho de 2011

Entidades são favoráveis a retirada dos anorexígenos do mercado!

A SAÚDE PÚBLICA ADVERTE:

“INIBIDORES DE APETITE” FAZEM MAL À SAÚDE



Diante da polêmica surgida em relação à proposta de resolução da Anvisa de cancelamento do registro no Brasil da sibutramina, anfepramona, femproporex e mazindol (substâncias utilizadas como inibidores de apetite), as instituições e entidades de saúde pública listadas abaixo se posicionam favoráveis a este cancelamento, com base em consistentes estudos científicos internacionais e na recomendação da Câmara Técnica de Medicamentos (CATEME) à Anvisa. Estes estudos revelaram ausência de benefícios à saúde a longo prazo e aumento do risco de complicações cardiovasculares em usuários destas substâncias e, por conta de seus resultados, órgãos reguladores dos EUA e Europa já cancelaram seus registros.

Ao apoiar a recomendação da CATEME, nos somamos aos que colocam a saúde da população brasileira acima dos interesses comerciais e de mercado.



Escola Nacional de Saúde Pública (ENSP) Sergio Arouca da Fiocruz


Instituto Nacional de Controle da Qualidade em Saúde – INCQS/Fiocruz


Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor – IDEC


Sociedade Brasileira de Vigilância de Medicamentos - SOBRAVIME


Associação Brasileira de Pós-Graduação em Saúde Coletiva - ABRASCO


Centro Brasileiro de Estudos da Saúde – CEBES


Associação Paulista de Saúde Pública -APSP


Grupo de Prevenção ao Uso Indevido de Medicamentos (GPUIM) da UFCE


Departamento de Farmácia Social da Faculdade de Farmácia da UFMG


Associação Brasileira de Saúde Mental – ABRASME

Extraído de: http://www.cebes.org.br/internaEditoria.asp?idConteudo=1351&idSubCategoria=29

terça-feira, 31 de maio de 2011

Qual a responsabilidade de um farmacêutico?

     Ontem dei uma aula sobre a Portaria 344 e as suas atualizações. Durante a fala, não deixei de tratar sobre a responsabilidade do profissional farmacêutico sobre essa legislação. Acabei por matar a saudade de dar aula na graduação, minha profissão de origem, já que hoje, cedido ao Ministério da Saúde, não tenho mais essa chance. Lembrei-me dos meus alunos, com sues olhinhos ávidos por informação, incomodados com uma aula chamada "Legislação farmacêutica", mas que se dispunham a ouvir sobre os tais "ensinamentos legais" da profissão. A matéria talvez seja chata, mas de fundamental importância para a atuação profissional.
     Nunca deixei de buscar ensinar (e espero ter conseguido) de que a responsabilidade do farmacêutico não se encerra na responsabilidade técnica. Essa assunção envolve, além da responsabilidade técnica, a ética, civil, criminial e sanitária. Isso significa que o profissional farmacêutico é o principal responsável por todas as ações que envolvem as desempenhadas em sua área de atuação. Por vezes deparei-me com profissionais que diziam: "Mas não tenho condições de trabalho para tal". Não importa. Se buscarmos no nosso Código de Ética (a quem prefiro chamar de Código de Deontologia, já que Ética é outra coisa), encontraremos que o farmacêutico deve buscar as melhores condições de trabalho para exercer sua profissão. Caso contrário, o estabelecimento deve ser denunciado. É fácil fazer isso? Não. Mas devemos fazer, para podermos exercer plenamente nosso papel profissional.
     Ser responsável por um estabelecimento de saúde significa que és responsável, principalmente, por quem o utiliza. Qualquer cidadão que busca um serviço de saúde busca a cura, a amenização de suas dores ou a promoção de sua saúde. Lidar com pessoas não é fácil. Por isso, ser um profissional de saúde é um "Dom" e não uma mera escolha. Quando se escolhe lidar com saúde, com certeza, não se busca a recompensa material pura e simplesmente. A remuneração pode até ser boa e condizer com os anseios de quem a escolhe, mas o principal ganho se dá com um paciente bem  atendido, feliz e com sua complicação atendida pelo serviço.
     Ao atuarmos na área da saúde, devemos nos lembrar que o cidadão atendido tem "direitos". Bom, talvez esteja instalado o conflito entre o seu dever e o direito de outrém. Isso tem trazido enorme discussão no campo da saúde. Em que momento um se inicia e quando termina o outro? Se a área de saúde não disponibiliza condições, muito menos remuneração, porque fazê-lo? A resposta é simples...porque é uma dádiva. Se você se encontra nesse conflito, saiba que escolheu bem. Assim como professores, policiais, médicos....sua escolha é nobre. Ninguém lhe obrigou a se dispor a cuidar da saúde de outra pessoa. Então qual o motivo de se orgulhar? Porque o que tu fazes, poucos fazem. Poucos têm o seu conhecimento, tua disposição, tua vontade de mudar. É ingrata essa área? Pode até ser...mas isso acaba por ser menor em alguns momentos. Quanto custa o sorriso de um paciente? Qual o valor de uma criança, que chegou acamada, sair brincando feliz? Isso não quer dizer que não devamos nos empenhar em participarmos de nossas entidades representativas, como os sindicatos. A organização da categoria é primordial. O fato é que a luta pela valorização profissional deve estar aliada com a luta pelo direito da sociedade. Uma justifica a outra, ou seja: Para ser um "melhor" profissional, devemos  ter condições para tal.
     Este humilde blog busca conclamar seus dois ou três leitores: Façamos a luta sempre, mas lembremo-nos de que existe alguém aguardando nossa melhor atuação. Tenhamos nas nossas responsabilidades não apenas a preocupação com sua legalidade. Ser responsável técnico envolve mais responsabiliades do que o termo diz. Nossa principal responsabilidade está no fato de garantir o melhor atendimento, na melhor atenção, enfim, está em ter o usuário plenamente atendido no seu direito. Saibamos que responderemos sempre pelos nossos atos, portanto, devemos nos organizar para estarmos em locais dignos, com farta possibilidade de atuarmos. Mas principalmente, que possamos ouvir aos usuários dos serviços. Ser responsável é, fundamentalmente, ser responsável por algúem!



domingo, 29 de maio de 2011

A origem da "Vacina"....

Dia desses, no Mestrado, minha amiga Aline me contou essa história depois de uma aula. Confesso que tive algumas dúvidas, mas ela resolveu me comprovar. Você sabe qual a origem da palavra "Vacina"? Com esta postagem, vou dar a origem de alguns nomes de descobertas que homenageiam seus descobridores ou inventores. Segue a história de Edward Jenner (1749-1823)...

 
"Edward Jenner nasceu na localidade inglesa de Berkeley, em 17 de maio de 1749. Com apenas treze anos de idade já ajudava um cirurgião em Bristol. Formou-se em Medicina em Londres, e logo em seguida retornou a sua cidade natal, onde realizou experimentos relativos à varíola, na época uma das doenças mais temidas pela humanidade.

Ao observar que pessoas que ordenhavam vacas não contraíam a varíola, desde que tivessem adquirido a forma animal da doença, Jenner extraiu o pus da mão de uma ordenhadora que havia contraído a varíola bovina e o inoculou em um menino saudável, James Phipps, de oito anos, em 04 de maio de 1796. O menino contraiu a doença de forma branda e logo ficou curado. Em 1º de julho, Jenner inoculou no mesmo menino líquido extraído de uma pústula de varíola humana. James não contraiu a doença, o que significava que estava imune à varíola.

A princípio, a experiência não obteve reconhecimento, apesar de, em 1878, Jenner ter publicado sua pesquisa no livro “An Inquiry into the Causes and Effects of the Variolae Vaccinae, a Disease Known by the Name of Cow Pox".

O reconhecimento em seu país só foi alcançado após médicos de outros países adotarem a vacinação e obterem resultados positivos. A partir de então, Edward Jenner ficou famoso por ter inventado a vacina."


sábado, 28 de maio de 2011

Existem "líderes" que não representam ninguém...

Sempre fui defensor das diversas formas de organização. Sendo oriundo do movimento sindical, acredito que não há nada melhor do que nos juntarmos para defendermos o que pensamos, desde que seja de forma organizada. Para deixar um pouco mais claro, esta postagem se deve a minha preocupação com o surgimento de diversas formas de organização que, a meu ver, representam poucos, mas que ousadamente se dizem representantes de muitos. Não quero citar nomes (em que pese que estes se identificarão nesta postagem), mas tenho visto a criação de, por exemplo, algumas associações que se dizem representantes de tantos indivíduos, que acabam por ultrapassar a representação legal exercida por outras entidades. O pior são aquelas que surgem, descumprindo preceitos legais, e são estimuladas por incentivos financeiros pouco claros, apenas para “desorganizar” outras entidades já existentes. Realizam assembléias pouco representativas (basicamente reuniões de diretorias), preparam uma ata, registram e vão para o confronto jurídico. O pior é que os que são “representados” por eles, nem sabem que eles existem. Passei por isso enquanto militante do movimento sindical farmacêutico em muitas situações.

Recentemente recebi algumas opiniões de algumas “entidades”, que na verdade representavam apenas o que pensa parte do seu corpo dirigente (quando não era apenas a opinião do seu presidente).  Ao observarmos os estatutos de algumas delas, sua representatividade acaba sendo maior do que o planeta Terra. O mais grave é quando o dirigente opina, resolve e determina, sem consultar as suas bases (se é que elas existem). Falam em nome de muitos, sendo que estes “muitos” nunca foram convocados a opinar. Sente-se quase que semideuses, sendo que seus “súditos” nem sabem quem são seus “falsos” líderes.

A profissão farmacêutica, segundo o Consenso Brasileiro de Atenção Farmacêutica (evento realizado em 2001, no Ceará), além de uma crise de identidade profissional, tem problemas com suas organizações, pelo fato das mesmas não conversarem umas com as outras. É chegada a hora de mudarmos isso. Vamos nos organizar, debater, discutir ao máximo e tirarmos nossas posições. Aglutinar entidades que representam pensamentos, desde que estes pensamentos sejam ouvidos. Devemos desmascarar os “líderes de si mesmos”, que vestem ternos e rumam aos eventos da profissão e falam em nome de pessoas que nem sabem que eles existem. Temos que denunciar que alguns que se sentem falsos messias, usam símbolos de entidades para se propagarem nas redes sociais, apenas para realizarem ataques pessoais que não condizem com os anseios da categoria. O que faz uma entidade é a representação. Quantas vezes você foi chamado a opinar? Você pode não ter ido, o que delega a quem foi, opinar por você...mas você foi chamado?

A democracia  consiste, também,  na capacidade de organização da sociedade, mas principalmente na busca de que as diversas opiniões sejam ouvidas e representadas. Basta dos que se acham tão expertos a ponto de não precisarem consultar ninguém....